Flávia Saraiva conquista título inédito, e Rebeca Andrade brilha no Brasileiro de Ginástica
Flávia Saraiva conquistou um título que ainda faltava em sua carreira. A medalhista olímpica venceu pela primeira vez o individual geral do Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística, disputado em Brasília.
O primeiro dia também teve Rebeca Andrade com 14.800 no salto e uma atuação marcante de Lorrane Oliveira. A ginasta ficou com a prata no geral e apresentou uma combinação inédita no solo.
Flávia Saraiva conquista primeiro Brasileiro no individual geral
Depois de passar um longo período competindo de forma limitada, Flávia voltou aos quatro aparelhos e somou 53.900 pontos.
A campeã brasileira conseguiu 13.300 no salto, 13.700 nas barras assimétricas, 13.650 na trave e 13.250 no solo. A nota das barras foi a melhor do dia no aparelho.
No solo, Flávia também apresentou uma nova série, embalada por músicas de Luiz Gonzaga e Ney Matogrosso.
“Estou muito feliz, voltando a competir nos quatro aparelhos, depois de uma cirurgia e de uma Olimpíada”, afirmou a ginasta à Confederação Brasileira de Ginástica.
Lorrane Oliveira completou a dobradinha do Flamengo ao terminar na segunda posição, com 52.750 pontos. Carolyne Pedro, do CEGIN, ficou com o bronze ao alcançar 51.000.
Rebeca Andrade faz 14.800 em única apresentação
Rebeca Andrade entrou no Brasileiro com uma programação bastante reduzida. A campeã olímpica disputou somente o salto para contribuir com a pontuação do Flamengo na competição por equipes.
Mesmo com apenas uma apresentação, teve a maior nota entre os principais destaques do dia.
Rebeca executou um Yurchenko com dupla pirueta e recebeu 14.800. A composição teve 5.0 de dificuldade, 9.700 de execução e um décimo de bonificação.
Como realizou somente um salto, ela não entrou na disputa pela final do aparelho.
A participação faz parte de um retorno gradual às competições. Depois de voltar no Pan-Americano, em junho, Rebeca trabalha para ampliar seu repertório antes do Mundial de outubro.
Lorrane Oliveira volta ao individual geral e faz combinação inédita
Outra boa notícia para a ginástica brasileira veio de Lorrane Oliveira. A medalhista olímpica voltou a disputar os quatro aparelhos depois de três anos e mostrou evolução física.
Além da prata, ela chamou atenção principalmente no solo.
Lorrane conectou um flic sem mãos a um duplo twist carpado, combinação que, segundo a própria ginasta, ela nunca havia visto ser executada no feminino. A ligação acrescentou dois décimos à nota de dificuldade.
“Eu acho que a última vez que eu me senti tão bem fisicamente foi lá em 2015 e 2016”, afirmou.
A brasileira pretende continuar aumentando a dificuldade das séries. Entre as possibilidades estão uma nova saída na trave e o retorno do Yurchenko com dupla pirueta no salto, elemento que não apresenta em competição desde 2016.
Flamengo domina competição feminina
As atuações de Flávia, Lorrane e Rebeca também levaram o Flamengo ao título por equipes.
O clube somou 160.200 pontos, à frente do Pinheiros, com 149.850, e do Sesi, que terminou com 148.850.
A pontuação rubro-negra também ganhou relevância internacional. Entre resultados de competições divulgados em 2026, apenas China, Japão e Estados Unidos haviam superado a marca de 160 pontos.
O desempenho ganha peso em um ano de Mundial. A competição está marcada para outubro, em Roterdã, na Holanda, e terá importância no caminho para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.
Vitaliy Guimarães também conquista título inédito
O Campeonato Brasileiro também teve um campeão pela primeira vez no individual geral masculino.
Vitaliy Guimarães, do Minas Tênis Clube, somou 77.850 pontos e garantiu o ouro. Patrick Correa, do Pinheiros, terminou com 77.300 e levou a prata, enquanto Diogo Paes ficou com o bronze ao alcançar 76.000.
O Minas também venceu a competição masculina por equipes, com 236.100 pontos. O Pinheiros ficou em segundo, com 235.450, e a Aigth completou o pódio, com 229.750.
As disputas do Campeonato Brasileiro continuam durante o fim de semana com as finais por aparelhos.
