As primeiras seleções do Draft da NBA 2026 revelaram tendências claras da liga. Veja quem acertou, quem assumiu riscos e quais jogadores chegam com potencial para mudar o futuro de suas franquias.
O Draft da NBA 2026 confirmou algumas expectativas e também trouxe decisões que devem gerar debates durante anos. Embora AJ Dybantsa e Darryn Peterson tenham dominado as conversas antes do evento, outras escolhas chamaram atenção pelo encaixe estratégico e pela visão de longo prazo das equipes.
Como acontece em todo draft, o verdadeiro resultado só será conhecido daqui a alguns anos. Ainda assim, é possível analisar contexto, necessidade dos elencos, potencial dos jogadores e impacto imediato de cada decisão.
Os grandes destaques do Draft da NBA 2026
A principal característica deste draft foi a valorização de jogadores versáteis. Quase todas as franquias priorizaram no Draft da NBA 2026 atletas capazes de atuar em mais de uma posição.
Outro ponto importante foi a ausência de trocas na loteria. Apesar de diversas negociações terem sido discutidas nos bastidores, nenhuma equipe conseguiu subir para selecionar os principais prospectos.
Além disso, vários times em reconstrução apostaram em liderança e maturidade, não apenas em talento bruto.
Tendências que chamaram atenção na primeira rodada
A NBA continua valorizando jogadores altos que conseguem criar jogadas. Também ficou evidente a busca por alas versáteis, capazes de defender múltiplas posições.
Outro aspecto interessante foi o foco em jogadores considerados seguros. Poucas equipes apostaram em projetos de longo prazo entre as primeiras escolhas.
Isso mostra uma mudança de comportamento das franquias, especialmente após o sucesso recente de equipes que aceleraram reconstruções através do draft.
1. Washington Wizards — AJ Dybantsa (BYU)
AJ Dybantsa era o favorito para ser a primeira escolha geral há meses. No fim, o Washington Wizards apenas confirmou o que todos esperavam.
O ala chega para preencher uma necessidade imediata da franquia e se junta a um núcleo jovem que já conta com Trae Young e Anthony Davis. Sua principal característica é a capacidade de pontuar em qualquer região da quadra.
Além da habilidade ofensiva, Dybantsa apresenta confiança incomum para um jogador de sua idade. Muitos avaliadores acreditam que ele pode liderar os Wizards em pontuação já na temporada de estreia.
O encaixe também pesa a favor da escolha. Enquanto Darryn Peterson exigiria adaptações maiores no elenco, Dybantsa ocupa uma posição que a franquia precisava reforçar.
Nota: 10
2. Utah Jazz — Darryn Peterson (Kansas)
Se Dybantsa era o jogador mais seguro do draft, Darryn Peterson aparece logo atrás.
O Utah Jazz adiciona um armador explosivo que deve atuar ao lado de Keyonte George. A combinação oferece velocidade, criação de jogadas e capacidade de pontuação para um time que busca voltar aos playoffs do Oeste.
Existem algumas dúvidas sobre sua resistência física. Durante a carreira universitária, Peterson enfrentou episódios de cãibras e ainda precisará ganhar massa muscular.
Mesmo assim, o talento é inquestionável. Muitos olheiros consideravam Peterson digno da primeira escolha geral. Por isso, o Jazz sai do draft com um dos maiores talentos disponíveis sem precisar subir posições.
Nota: 9,5
3. Memphis Grizzlies — Cameron Boozer (Duke)
Com a saída da era Ja Morant, Memphis precisava encontrar um novo rosto para a franquia. Cameron Boozer oferece exatamente isso.
Filho do ex-jogador Carlos Boozer, ele construiu reputação como um dos atletas mais inteligentes da classe. Seu jogo não depende de explosão física ou enterradas espetaculares. O diferencial está na leitura de quadra.
Boozer distribui o jogo, cria oportunidades para os companheiros e consegue produzir números expressivos sem monopolizar a bola.
Em uma reconstrução que já conta com Zach Edey, Jaylen Wells e Cedric Coward, o ala-pivô chega como líder natural. Seu impacto pode ir muito além das estatísticas.
Nota: 10
4. Chicago Bulls — Caleb Wilson (North Carolina)
A nova direção dos Bulls deixou claro que queria aumentar tamanho, força e capacidade defensiva do elenco. Caleb Wilson representa exatamente essa filosofia.
O ala-pivô possui grande envergadura, excelente atleticismo e perfil competitivo raro para sua idade. Sua intensidade defensiva foi um dos fatores que mais chamaram atenção durante o processo pré-draft.
Wilson também oferece versatilidade ofensiva. Ele consegue atacar a cesta, atuar em transição e criar vantagens físicas contra adversários menores.
Ao lado de Josh Giddey, Matas Buzelis e Nic Claxton, ajuda a transformar Chicago em uma equipe muito mais física.
Nota: 9,5
5. Los Angeles Clippers — Keaton Wagler (Illinois)
A escolha dos Clippers gerou debate imediato. Muitos esperavam Mikel Brown Jr., considerado mais explosivo ofensivamente. A franquia, porém, optou por Keaton Wagler.
O armador oferece mais tamanho e versatilidade. Além disso, encaixa melhor ao lado de Darius Garland. Sua capacidade de jogar sem a bola foi determinante para a decisão.
Por outro lado, existe uma dúvida importante. Em Illinois, Wagler comandava praticamente todas as ações ofensivas. Nos Clippers, esse papel será muito menor. O sucesso da escolha dependerá da rapidez com que ele conseguir se adaptar a uma função diferente.
Nota: 8
6. Brooklyn Nets — Mikel Brown Jr. (Louisville)
Poucos jogadores possuem teto tão alto quanto Mikel Brown Jr. O armador chega ao Brooklyn como solução para uma necessidade evidente da equipe. Sua principal virtude é a capacidade de quebrar defesas através da infiltração.
Isso cria oportunidades para companheiros e torna o ataque muito mais imprevisível. Brown também consegue produzir com ou sem a posse de bola, característica extremamente valorizada na NBA atual.
Ao lado de Michael Porter Jr. e Julius Randle, encontrará um ambiente favorável para desenvolver seu jogo. Muitos especialistas acreditam que ele pode se tornar um All-Star.
Nota: 9,5
7. Sacramento Kings — Darius Acuff Jr. (Arkansas)
Os Kings queriam Darius Acuff desde a loteria. No fim, conseguiram exatamente o jogador que buscavam. Acuff traz velocidade, agressividade e poder de criação para uma franquia que precisa iniciar uma nova fase. O futuro do elenco aponta para mudanças profundas, especialmente envolvendo veteranos.
Defensivamente ainda existem limitações. Entretanto, Sacramento possui atletas capazes de compensar essa fraqueza. Seu potencial ofensivo faz da escolha uma aposta bastante lógica para uma equipe que busca reconstrução.
Nota: 9
8. Atlanta Hawks — Kingston Flemings (Houston)
O plano inicial dos Hawks provavelmente envolvia Mikel Brown ou Keaton Wagler. Como ambos saíram antes, Atlanta escolheu Kingston Flemings. A decisão continua fazendo sentido.
Flemings é um armador agressivo, rápido e eficiente nas três zonas ofensivas. Seu estilo combina com o jogo acelerado que a franquia pretende implementar. O principal questionamento envolve o tamanho.
Atuar ao lado de CJ McCollum pode gerar dificuldades defensivas contra adversários maiores. Mesmo assim, seu talento ofensivo justifica totalmente a aposta.
Nota: 8,5
9. Dallas Mavericks — Morez Johnson Jr. (Michigan)
Essa foi uma das maiores surpresas do Top 10. Muitos analistas esperavam Nate Ament ou Aday Mara nesta posição. O Dallas Mavericks preferiu apostar em Morez Johnson Jr., campeão universitário sob comando de Dusty May.
A escolha revela uma estratégia clara. Johnson possui força física, excelente envergadura e capacidade de finalizar próximo à cesta. Sua presença deve facilitar o trabalho de Cooper Flagg em ações de pick-and-roll.
Além disso, sua chegada pode indicar futuras movimentações envolvendo PJ Washington ou Daniel Gafford.
Nota: 8,5
10. Milwaukee Bucks — Brayden Burries (Arizona)
A reconstrução pós-Giannis Antetokounmpo começou oficialmente. E Brayden Burries parece uma peça importante desse processo. O armador não é o mais explosivo da classe. Porém, apresenta enorme consistência.
Ele pode atuar com ou sem a bola, defende múltiplas posições e praticamente não possui pontos fracos evidentes. Após liderar Arizona em pontuação, chega a Milwaukee com potencial para assumir rapidamente papel de destaque.
Seu perfil encaixa perfeitamente em uma franquia que busca estabilidade após mudanças profundas.
Nota: 9
O que muda após as primeiras escolhas?
O Draft da NBA 2026 mostrou uma liga cada vez mais focada em versatilidade, inteligência tática e jogadores capazes de atuar em diferentes funções.
Washington, Memphis e Utah parecem ter encontrado os pilares de suas próximas décadas. Já equipes como Clippers, Hawks e Mavericks apostaram mais no encaixe do que no talento bruto.
Agora começa a parte mais difícil. Transformar potencial em produção dentro da NBA. E é justamente essa etapa que definirá quais escolhas serão lembradas como acertos históricos ou oportunidades desperdiçadas.
Escolhas 11 a 20: experiência universitária, valor de mercado e apostas calculadas
A segunda metade da loteria e o início do restante da primeira rodada mostraram uma tendência diferente. Enquanto as primeiras escolhas priorizaram potencial de estrela, várias franquias passaram a buscar jogadores mais prontos para contribuir imediatamente.
Outro aspecto interessante foi a valorização de atletas experientes no basquete universitário, algo que vinha perdendo espaço nos últimos anos.
11. Golden State Warriors — Yaxel Lendeborg (Michigan)
Os Warriors receberam propostas de troca para esta escolha, mas decidiram permanecer na posição e selecionar Yaxel Lendeborg. A decisão faz bastante sentido.
Lendeborg foi um dos pilares da campanha que terminou com o título nacional de Michigan. Seu principal diferencial é a versatilidade. Ele consegue defender múltiplas posições, contribuir nos rebotes, criar jogadas e ainda atuar longe da cesta.
Poucos jogadores desta classe chegam tão preparados para a NBA. Para uma franquia que ainda busca maximizar os últimos anos de Stephen Curry em alto nível, escolher um atleta capaz de contribuir imediatamente era uma prioridade.
Além disso, o encaixe defensivo parece perfeito para o sistema de Golden State.
Nota: 9,5
12. Oklahoma City Thunder — Aday Mara (Michigan)
Talvez nenhuma escolha tenha sido tão assustadora para os adversários quanto esta. O Thunder já possuía Chet Holmgren e ainda assim conseguiu adicionar Aday Mara.
Com 2,21 metros de altura, Mara combina tamanho, mobilidade e inteligência. Ele protege o aro em alto nível, mas também possui recursos ofensivos pouco comuns para um pivô de sua estatura.
Seu jogo de passes chama atenção. Além disso, consegue espaçar a quadra em determinadas situações. A dupla formada por Holmgren e Mara pode se tornar um enorme problema para o restante da Conferência Oeste.
O mais impressionante é que Oklahoma City conseguiu o jogador sem precisar subir no draft. Mais uma demonstração da paciência e eficiência da gestão comandada por Sam Presti.
Nota: 10
13. Milwaukee Bucks — Nate Ament (Tennessee)
Se Brayden Burries foi uma escolha segura, Nate Ament representa exatamente o contrário. O ala dividiu opiniões durante todo o processo pré-draft.
Alguns avaliadores enxergam potencial de estrela. Outros acreditam que seu estilo de jogo terá dificuldades para se adaptar à NBA. Milwaukee decidiu apostar no teto mais alto possível.
A franquia havia adquirido esta escolha na negociação envolvendo Giannis Antetokounmpo e utilizou o ativo para selecionar um jogador que ainda está longe de atingir seu potencial máximo.
Ament possui tamanho, habilidade ofensiva e ferramentas físicas interessantes. Porém, ainda precisa desenvolver consistência para justificar toda a expectativa. É uma escolha que só poderá ser avaliada corretamente dentro de alguns anos.
Nota: 7,5
14. Charlotte Hornets — Hannes Steinbach (Washington)
Os Hornets tinham interesse em diversos jogadores de Michigan. Quando todos saíram antes, a equipe encontrou uma alternativa bastante segura. Hannes Steinbach chega para resolver um problema imediato no garrafão.
Ele é um dos melhores reboteadores da classe e possui características que costumam se traduzir rapidamente para a NBA. Seu jogo não é espetacular.
Ele dificilmente será destaque em campanhas publicitárias ou listas de melhores jogadas. Entretanto, Steinbach faz exatamente aquilo que sua equipe precisa.
Bloqueia bem, protege espaço próximo à cesta e cria segundas oportunidades através dos rebotes. Para uma franquia em crescimento, trata-se de uma escolha extremamente racional.
Nota: 9
15. Chicago Bulls — Dailyn Swain (Texas)
Após selecionar Caleb Wilson, os Bulls seguiram o mesmo perfil de jogador. Dailyn Swain oferece tamanho, envergadura e capacidade atlética acima da média. A escolha reforça a nova identidade buscada pela diretoria de Chicago.
Swain ainda precisa evoluir tecnicamente em vários aspectos. Contudo, seu potencial físico é evidente. Ele também se destaca como reboteiro para a posição de ala, algo que costuma gerar valor imediato na NBA.
Ao lado de Wilson e Matas Buzelis, os Bulls começam a construir um elenco muito mais versátil defensivamente. É uma aposta de longo prazo, mas com lógica clara por trás da decisão.
Nota: 8,5
16. Oklahoma City Thunder — Bennett Stirtz (Iowa)
O Thunder não apenas escolheu Bennett Stirtz. A franquia ainda realizou uma troca para garantir o armador. A movimentação mostra o quanto a equipe acreditava em seu potencial.
Stirtz é um dos melhores criadores de jogadas desta classe. Seu arremesso de três pontos também aparece entre os pontos fortes.
Oklahoma City sofreu com problemas de profundidade em determinados momentos dos playoffs. Por isso, adicionar mais um armador confiável faz bastante sentido.
Atrás de Shai Gilgeous-Alexander, Stirtz oferece organização ofensiva e confiança nos momentos decisivos. Não é uma escolha que gera manchetes, mas pode render muitos minutos importantes já na temporada de estreia.
Nota: 8,5
17. Detroit Pistons — Ebuka Okorie (Stanford)
Os Pistons fizeram movimento agressivo para subir posições e garantir Ebuka Okorie. Isso por si só já demonstra o quanto a franquia valorizava o jogador.
Okorie é o armador mais jovem desta classe e possui grande capacidade ofensiva. Seu jogo combina velocidade, infiltração e pontuação. Ao lado de Cade Cunningham, terá menos responsabilidade na criação inicial das jogadas. Isso pode acelerar seu desenvolvimento.
O risco existe justamente pela juventude. Ainda assim, Detroit pagou um preço relativamente baixo para subir posições e selecionar um atleta que desejava desde o início. É uma aposta compreensível para uma equipe que continua acumulando talento jovem.
Nota: 8
18. Charlotte Hornets — Christian Anderson Jr. (Texas Tech)
Nem toda escolha precisa ser espetacular. Às vezes, o objetivo é simplesmente encontrar um jogador confiável. Christian Anderson Jr. parece se encaixar nessa definição.
Ele foi um dos melhores arremessadores da classe e ainda terminou sua temporada universitária com um recorde de assistências em Texas Tech. Sua chegada reduz a dependência de LaMelo Ball na criação ofensiva.
Além disso, oferece profundidade importante para a rotação. A única crítica possível é que alguns analistas acreditavam que Labaron Philon possuía encaixe superior para Charlotte. Mesmo assim, Anderson representa uma escolha segura.
Nota: 7
19. Toronto Raptors — Allen Graves
Toronto foi uma das franquias mais ligadas a Allen Graves durante todo o processo pré-draft. No fim, confirmou a expectativa. Graves é o típico jogador que costuma agradar treinadores.
Ele não possui explosão física extraordinária, mas faz praticamente tudo bem dentro de quadra. Consegue defender, arremessar, movimentar a bola e atuar em diferentes funções. Os Raptors precisavam exatamente desse perfil para complementar o núcleo principal da equipe.
Talvez ele nunca se torne uma estrela. Porém, há grandes chances de se transformar em peça importante de rotação durante muitos anos.
Nota: 7,5
20. San Antonio Spurs — Jayden Quaintance (Kentucky)
Poucas escolhas possuem tanta relação entre risco e recompensa quanto esta. Quando saudável, Jayden Quaintance é considerado por muitos o melhor pivô desta classe.
O problema está justamente na saúde. Questões relacionadas ao joelho fizeram várias franquias retirarem seu nome do topo das listas. O Spurs decidiu apostar no talento. E é fácil entender o motivo.
Quaintance protege o aro, possui mobilidade incomum para um pivô e apresenta características que lembram jogadores como Bam Adebayo e Robert Williams III.
Ao lado de Victor Wembanyama, poderia formar um dos garrafões mais dominantes da NBA. Se conseguir permanecer saudável, San Antonio poderá olhar para esta escolha como uma das maiores barganhas do draft.
Nota: 8,5
O balanço das escolhas 11 a 20
Oklahoma City foi provavelmente o maior vencedor deste trecho do draft ao adicionar Aday Mara e Bennett Stirtz sem comprometer ativos importantes.
Charlotte reforçou duas necessidades claras do elenco. Já Milwaukee assumiu um risco calculado com Nate Ament. Também chamou atenção a quantidade de jogadores considerados prontos para contribuir imediatamente.
Isso mostra que várias franquias priorizaram profundidade e competitividade no curto prazo, em vez de apostar apenas em potencial bruto.
Escolhas 21 a 30: barganhas, apostas internacionais e os últimos grandes movimentos da primeira rodada
A reta final da primeira rodada costuma esconder alguns dos melhores valores de todo o Draft da NBA. Em 2026, não foi diferente.
Várias equipes encontraram jogadores que eram projetados para posições mais altas. Além disso, algumas franquias aproveitaram trocas para selecionar atletas considerados encaixes ideais para seus projetos.
Entre os destaques estão Karim Lopez, primeiro mexicano draftado na história da NBA, Cameron Carr, que caiu mais do que o esperado, e Koa Peat, que encerrou a primeira rodada em uma situação favorável para seu desenvolvimento.
21. Memphis Grizzlies — Karim Lopez (México/Nova Zelândia)
A escolha de Karim Lopez já é histórica antes mesmo de sua estreia na NBA. O ala se tornou o primeiro jogador nascido no México a ser selecionado no Draft da NBA.
Mas não se trata apenas de simbolismo. Lopez era considerado por várias equipes um talento de loteria e acabou caindo até a 21ª posição. O Memphis Grizzlies aproveitou a oportunidade para adicionar mais uma peça importante à reconstrução iniciada com Cameron Boozer.
O jovem ala já possui experiência profissional na NBL e apresenta maturidade acima da média para sua idade. Sua intensidade defensiva chama atenção imediatamente.
Ainda existem limitações ofensivas, especialmente nos arremessos de média e longa distância. Porém, o potencial físico e atlético é inegável.
Considerando o valor encontrado nesta posição, Memphis realizou uma das melhores escolhas da noite.
Nota: 9,5
22. Philadelphia 76ers — Labaron Philon Jr. (Alabama)
O Philadelphia 76ers entrou no draft com uma necessidade evidente. A equipe precisava aliviar a carga de Tyrese Maxey. Foi exatamente isso que fez ao selecionar Labaron Philon Jr.
O armador se destacou no Alabama por comandar um ataque extremamente veloz e eficiente. Sua evolução nos arremessos também aumentou consideravelmente seu valor durante o último ano universitário.
Philon chega para ocupar um papel importante na segunda unidade e pode acelerar o ritmo do time quando Maxey estiver descansando. Além disso, forma uma combinação interessante com VJ Edgecombe em transições ofensivas.
Conseguir um jogador projetado entre os 20 melhores prospectos nesta posição representa um excelente negócio para Philadelphia.
Nota: 8,5
23. Atlanta Hawks — Zuby Ejiofor (St. John’s)
Os Hawks encerraram a noite atendendo outra necessidade importante do elenco. Após selecionar Kingston Flemings, a franquia reforçou o garrafão com Zuby Ejiofor.
O pivô construiu sua reputação através da intensidade defensiva, da força física e da energia constante. Seu estilo lembra jogadores que conseguem impactar partidas mesmo sem grandes números ofensivos.
Além disso, apresenta mobilidade interessante para defender longe da cesta. Ao lado de Onyeka Okongwu, oferece profundidade e opções táticas para a comissão técnica.
Talvez não tenha o maior teto desta classe, mas parece um jogador capaz de contribuir rapidamente.
Nota: 7,5
24. Los Angeles Lakers — Cameron Carr (Baylor)
Poucas escolhas geraram tanta surpresa quanto Cameron Carr caindo até a 24ª posição. Muitas equipes da loteria demonstraram interesse no ala durante o processo pré-draft.
Por isso, os Lakers aproveitaram a oportunidade sem hesitar. Carr é um dos melhores pontuadores de perímetro desta classe. Ele consegue atacar a cesta, finalizar em contato e também converter arremessos de longa distância.
Seu perfil atlético encaixa perfeitamente ao lado de Luka Doncic e Austin Reaves. Outro detalhe importante é sua impressionante envergadura de 2,13 metros, característica que aumenta seu potencial defensivo.
Se desenvolver sua consistência, poderá ser lembrado como uma das maiores barganhas de todo o Draft de 2026.
Nota: 10
25. Dallas Mavericks — Sergio De Larrea (Espanha)
Os Mavericks decidiram apostar em experiência internacional. Sergio De Larrea chega após atuar profissionalmente na Espanha e oferece características que costumam facilitar a adaptação à NBA.
Seu principal destaque está no arremesso de três pontos. Além disso, possui boa leitura de jogo e versatilidade para atuar em mais de uma função no perímetro.
A longo prazo, pode se tornar uma peça importante na rotação ou até mesmo um eventual substituto para Kyrie Irving.
Talvez existissem opções com potencial mais elevado disponíveis no momento da escolha. Mesmo assim, o encaixe com as necessidades do elenco é bastante interessante.
Nota: 8
26. San Antonio Spurs — Tarris Reed Jr. (UConn)
Depois de apostar em Jayden Quaintance, os Spurs voltaram ao mercado para reforçar ainda mais o garrafão. A franquia realizou uma troca para selecionar Tarris Reed Jr.
O pivô lembra um perfil mais tradicional. Sua força está nos rebotes, na presença física e no trabalho próximo à cesta.
Alguns avaliadores enxergam semelhanças com o início da carreira de Andre Drummond. Embora não possua o mesmo teto de Quaintance, Reed oferece segurança e profundidade. Considerando o custo relativamente baixo da troca, a movimentação parece bastante racional.
Nota: 8,5
27. Boston Celtics — Chris Cenac Jr. (Houston)
Chris Cenac Jr. foi um dos jogadores que mais caiu em relação às projeções iniciais.
Durante boa parte do processo pré-draft, ele era apontado como possível escolha entre os 20 primeiros.
O Boston Celtics aproveitou a oportunidade.
Cenac se destaca pela proteção de aro e pela capacidade de controlar os rebotes defensivos.
Seu desafio será desenvolver o jogo ofensivo.
Atualmente, ele produz melhor próximo à cesta e na média distância do que atrás da linha de três pontos.
Ainda assim, o valor encontrado nesta posição torna a aposta bastante interessante para Boston.
Nota: 8
28. Brooklyn Nets — Joshua Jefferson (Iowa State)
Joshua Jefferson talvez seja um dos jogadores mais inteligentes desta classe. Sua capacidade de passar a bola e tomar decisões rápidas chama atenção imediatamente.
O problema é o contexto. Os Nets acabaram de adicionar Julius Randle e possuem várias opções para as posições de ala. Por isso, a escolha gerou algumas dúvidas. Por outro lado, Brooklyn pode estar pensando no longo prazo.
Jefferson oferece versatilidade, força física e leitura de jogo para atuar em diferentes funções. Caso Randle seja negociado futuramente, sua importância dentro do elenco poderá crescer rapidamente.
Nota: 7,5
29. Sacramento Kings — Alex Karaban (UConn)
Se existe uma palavra para definir Alex Karaban, ela é vitória. O ala ajudou UConn a conquistar dois títulos nacionais e quase participou de uma terceira campanha histórica.
Os Kings buscavam liderança, experiência e arremessos de três pontos. Karaban entrega exatamente isso. Ele não é o atleta mais explosivo da classe, mas compensa com inteligência e tomada de decisão.
Após selecionar Darius Acuff no Top 10, Sacramento adiciona um jogador pronto para contribuir imediatamente. A combinação das duas escolhas fortalece bastante a avaliação geral do draft da franquia.
Nota: 8
30. Phoenix Suns — Koa Peat (Arizona)
A última escolha da primeira rodada ficou com um dos nomes mais intrigantes do draft. Koa Peat caiu em diversos rankings durante os meses anteriores ao evento.
Muitos olheiros acreditavam que ele deveria permanecer mais uma temporada no basquete universitário. Mesmo assim, o Phoenix Suns decidiu apostar no potencial do ala-pivô.
Peat oferece força física, capacidade de rebote e características que podem ser desenvolvidas ao longo dos próximos anos. O contexto também ajuda.
Permanecer no Arizona permite uma adaptação mais tranquila para um jogador que ainda necessita de evolução técnica. Não é uma escolha para gerar impacto imediato.
Porém, representa uma aposta interessante para o futuro da franquia.
Nota: 8
Conclusão: quem saiu melhor do Draft da NBA 2026?
O Draft da NBA 2026 mostrou abordagens muito diferentes entre as franquias.
Washington encontrou seu possível astro em AJ Dybantsa. Memphis iniciou uma nova era com Cameron Boozer e ainda conseguiu Karim Lopez. Oklahoma City reforçou um elenco já competitivo com Aday Mara e Bennett Stirtz.
Entre as maiores barganhas da noite, Cameron Carr para os Lakers e Karim Lopez para os Grizzlies merecem destaque especial.
Também vale acompanhar o desenvolvimento de apostas como Nate Ament, Jayden Quaintance e Koa Peat, jogadores que carregam risco maior, mas possuem potencial para superar várias escolhas feitas antes deles.
Como acontece em todo draft, as notas de hoje podem parecer brilhantes ou equivocadas daqui a cinco anos.
Ainda assim, a primeira rodada de 2026 deixou uma impressão clara: várias franquias encontraram peças importantes para o presente e possíveis estrelas para o futuro.
