NFL 2026/2027Guia Completo da Temporada

NFL 2026/27: calendário, times, favoritos e guia da temporada
1ª e Goal → Introdução
Guia da temporada · Atualizado em agosto de 2026

NFL 2026/2027
Guia Completo da Temporada

Calendário, as 32 equipes, favoritos ao título, Draft, técnicos estreantes e previsões completas até o Super Bowl LXI.

Abertura
9 de set. 2026
Jogos na temporada
272
Super Bowl LXI
14 de fev. 2027

O que você precisa saber sobre a NFL 2026/27

  • Atual campeão: Seattle Seahawks, campeão do Super Bowl LX.
  • Início da temporada: 9 de setembro de 2026 (Seahawks x Patriots).
  • Data do Super Bowl LXI: 14 de fevereiro de 2027, no SoFi Stadium.
  • Número de jogos: 272 na temporada regular, 17 por equipe em 18 semanas.
  • Principal favorito: Los Angeles Rams.
  • MVP do último Super Bowl: Kenneth Walker III (Seahawks), eleito no Super Bowl LX.
  • Grande história da temporada: o retorno de Patrick Mahomes após a grave lesão no joelho sofrida em dezembro de 2025.

Introdução

A temporada 2026/2027 da NFL começa em uma data pouco comum. Pela primeira vez em 14 anos, o jogo de abertura acontece numa quarta-feira, dia 9 de setembro de 2026. Os Seattle Seahawks recebem o New England Patriots em Lumen Field, repetindo o confronto da última decisão. É a 107ª temporada da liga.

A temporada regular tem 18 semanas e 17 jogos por equipe, com uma semana de folga (bye) para cada time. Ao todo, são 272 partidas na temporada regular, mais os jogos de playoffs e o Super Bowl.

De forma resumida, a NFL funciona assim: 32 equipes disputam a temporada regular. Depois, 14 times avançam aos playoffs, sete de cada conferência. As chaves eliminatórias definem os finalistas de cada lado, que se enfrentam no Super Bowl. Para entender a estrutura completa da liga, veja como funciona a NFL.

Em relação a 2025, várias coisas mudaram. O ano teve a maior movimentação de técnicos em décadas, com 10 trocas de head coach, número que empata com os recordes de 1978, 1997, 2006 e 2022. O mercado de trocas também foi um dos mais agitados dos últimos anos, com destaque para a saída de Myles Garrett do Cleveland Browns rumo ao Los Angeles Rams. Patrick Mahomes, dos Kansas City Chiefs, também é uma história central: ele rompeu o ligamento cruzado anterior e o ligamento colateral lateral do joelho esquerdo em dezembro de 2025 e tenta retornar já na semana 1.

Calendário da Temporada

Evento Data
Hall of Fame Game (Panthers x Cardinals) 6 de agosto de 2026
Pré-temporada 6 a 27 de agosto de 2026 (3 semanas)
Semana 1 9 a 14 de setembro de 2026
Thanksgiving 26 de novembro de 2026
Jogos de Natal 25 de dezembro de 2026
Última rodada (Semana 18) 3 e 4 de janeiro de 2027
Wild Card 16 a 18 de janeiro de 2027
Divisional Round 24 e 25 de janeiro de 2027
Finais de Conferência 31 de janeiro de 2027
Super Bowl LXI 14 de fevereiro de 2027, SoFi Stadium (Inglewood, Califórnia)

A pré-temporada abre com o tradicional Hall of Fame Game em Canton, Ohio, entre Carolina Panthers e Arizona Cardinals. Depois vêm três semanas de jogos-treino, totalizando 48 partidas. Veja em detalhes como funciona o calendário da NFL.

Na semana 1, além do duelo entre Seahawks e Patriots na quarta-feira, o destaque fica por conta do jogo entre San Francisco 49ers e Los Angeles Rams, disputado na Austrália na quinta-feira. A semana termina na segunda-feira, com Kansas City Chiefs recebendo o Denver Broncos, marcando a expectativa pelo retorno de Mahomes.

No Thanksgiving, a NFL amplia a tradição. Além dos três jogos de sempre (agora incluindo uma partida na véspera, quarta-feira), a grade fica assim (saiba mais sobre os jogos de Thanksgiving e Natal na NFL):

Dia Jogo Horário (ET)
Quarta (véspera) Packers x Rams 20h
Quinta (Thanksgiving) Bears x Lions 13h
Quinta (Thanksgiving) Eagles x Cowboys 16h30
Quinta (Thanksgiving) Chiefs x Bills 20h20
Sexta (Black Friday) Broncos x Steelers 15h

O Natal de 2026 cai numa sexta-feira, e a liga preparou um “triplo-header”:

Jogo Transmissão
Packers x Bears Netflix
Bills x Broncos Netflix
Seahawks x Rams Fox

Vale destacar que Seahawks e Rams se enfrentam duas vezes em três semanas, já que também fazem o confronto direto da última rodada da temporada regular.

Como funciona a NFL

Para quem está começando a acompanhar, vale entender a estrutura da liga.

Conferências e divisões. A NFL é dividida em duas conferências: AFC (American Football Conference) e NFC (National Football Conference). Cada uma tem 16 times, organizados em quatro divisões de quatro equipes: Norte, Sul, Leste e Oeste. No total, são 8 divisões e 32 equipes.

Temporada regular. Cada time joga 17 partidas ao longo de 18 semanas, folgando em uma delas.

Critérios de desempate. Quando duas ou mais equipes terminam com o mesmo número de vitórias, a NFL aplica uma sequência de critérios. Os principais, nesta ordem, são: confronto direto entre os times empatados, aproveitamento dentro da divisão, aproveitamento em jogos comuns, aproveitamento dentro da conferência e, por fim, comparações de força de classificação (strength of victory e strength of schedule).

Playoffs. Classificam-se 14 times, sete de cada conferência. Mais detalhes na seção logo abaixo.

Super Bowl. É a decisão que fecha a temporada, entre o campeão da AFC e o campeão da NFC, disputada em local neutro definido anos antes.

Como é montado o calendário

Uma dúvida comum entre quem começa a assistir à NFL é por que um time enfrenta justamente aquele adversário, e não outro. A resposta está numa fórmula fixa, que a liga repete todo ano. Das 17 partidas de cada equipe, a distribuição funciona assim:

Seis jogos contra a própria divisão. Cada time enfrenta os outros três times da sua divisão duas vezes, uma em casa e uma fora. É o núcleo do calendário e o que mais pesa nos critérios de desempate.

Quatro jogos contra outra divisão da mesma conferência. A cada temporada, a NFL sorteia uma divisão inteira da mesma conferência para enfrentar a sua, em rodízio de três anos. Assim, todo time da AFC North joga contra todo time da AFC West em determinado ano, por exemplo.

Quatro jogos contra uma divisão da conferência rival. O mesmo princípio, mas trocando de conferência. Esse rodízio dura quatro anos, o que faz um time da AFC enfrentar uma divisão inteira da NFC apenas uma vez a cada ciclo.

Três jogos contra times de posição equivalente na temporada anterior. Aqui está o detalhe menos conhecido. Depois de definir os confrontos de divisão e os dois rodízios, sobram três jogos. Dois deles são contra times que terminaram na mesma posição da sua divisão dentro da própria conferência, no ano anterior. O último jogo cruza conferências, também comparando posições equivalentes.

Esse sistema é o motivo de calendários mais “fáceis” ou “difíceis” de um ano para o outro. Um time que termina em último lugar tende a enfrentar adversários de nível parecido no ano seguinte, enquanto um campeão de divisão enfrenta outros times que também venceram suas divisões. É por isso que os Patriots, campeões da AFC em 2025, tiveram um calendário considerado fácil naquele ano e agora enfrentam adversários mais fortes em 2026.

Como funciona a pós-temporada da NFL

Os playoffs reúnem 14 equipes, sete de cada conferência. São elas: os quatro campeões de divisão, mais três times de wild card, que são os melhores colocados que não venceram a própria divisão, comparando o aproveitamento entre todos os times da conferência que ficaram de fora da liderança divisional.

Dentro de cada conferência, os times recebem uma posição de 1 a 7 (seed), de acordo com o desempenho:

  • Seed 1 a 4: os quatro campeões de divisão, ordenados pelo melhor retrospecto. O seed 1 é o time com a melhor campanha entre os campeões de divisão.
  • Seed 5 a 7: os três wild cards, também ordenados pelo retrospecto entre si.

O seed 1 de cada conferência ganha a semana de descanso na primeira rodada (bye) e só entra em campo na Divisional Round. Os outros seis times de cada conferência disputam a Wild Card Round, em três confrontos: 2 x 7, 3 x 6 e 4 x 5. Os vencedores avançam para encarar o seed 1 e os outros classificados na Divisional Round.

Depois da Divisional Round, restam dois times por conferência, que se enfrentam na Final de Conferência (Conference Championship). Os campeões da AFC e da NFC avançam ao Super Bowl.

Um detalhe importante: diferente da temporada regular, os playoffs não têm empate. Se o placar estiver igual ao fim dos 60 minutos regulamentares, o jogo vai para a prorrogação, e cada equipe tem a chance de tocar a bola pelo menos uma vez, a não ser que o time que recebe primeiro marque um touchdown.

Além disso, o mando de campo nos playoffs segue sempre a posição de seed. Isso significa que um time pode ter feito uma campanha melhor na temporada regular, mas se caiu como wild card, joga fora de casa contra um campeão de divisão com campanha inferior.

As 32 equipes

Nada de ficha padronizada aqui. Cada equipe abaixo é analisada de forma independente, misturando contexto, histórico e expectativa real para a temporada, organizada em três grupos: as favoritas ao título, as que brigam por vaga nos playoffs e as que vivem processo de reconstrução.

Favoritas ao título

Los Angeles Rams

Favorita ao título

Os Rams chegam a 2026 como o time mais completo da liga, e não é força de expressão. Sean McVay já tinha montado, em 2025, uma ofensiva capaz de liderar a NFL em pontos e jardas totais com Matthew Stafford, então aos 37 anos, jogando o melhor futebol da carreira e vencendo o prêmio de MVP. O problema histórico do McVay sempre foi equilibrar isso com uma defesa à altura. Essa lacuna, ao que tudo indica, está resolvida.

A contratação mais impactante da offseason em toda a liga aconteceu quando Los Angeles trocou com o rival de conferência Cleveland Browns para adquirir Myles Garrett, o atual detentor do recorde de sacks numa única temporada (23, em 2025) e bicampeão de Defensive Player of the Year. Somado a isso, os Rams também levaram Trent McDuffie, um dos melhores cornerbacks da liga, que chegou a Los Angeles como bicampeão All-Pro e uma das peças centrais da defesa de Kansas City nos últimos anos. Na prática, o time pegou duas das principais peças defensivas do mercado e as encaixou num esquema que já tinha talento de sobra em outras posições.

A franquia carrega dois títulos de Super Bowl na bagagem, um em Saint Louis (temporada de 1999, a era do “Greatest Show on Turf”) e outro em Los Angeles (temporada de 2021). Em 2025, os Rams chegaram à final da NFC, mas esbarraram justamente no Seahawks, incapazes de conter a defesa que viria a ser campeã.

A pergunta que resta para 2026 não é mais “os Rams têm talento?”, mas sim “o esquema defensivo vai encaixar rápido o suficiente?”. Garrett e McDuffie são jogadores de elite, mas chegam a um sistema novo, com colegas novos, e isso sempre exige tempo de adaptação. Se o encaixe for rápido, dificilmente outro time da NFC chega perto. Se demorar, o ataque de Stafford pode ter que carregar o time sozinho como fez em boa parte de 2025, o que também não seria de todo ruim.

Seattle Seahawks

Favorita ao título

Defender um título costuma ser mais difícil do que conquistá-lo, e o Seahawks entra em 2026 sabendo disso na pele. A franquia, que amarga apenas um título de Super Bowl na história (temporada de 2013, era da “Legion of Boom”), finalmente voltou ao topo batendo o próprio fantasma do passado: derrotou o New England Patriots por 29 a 13 no Super Bowl LX, numa revanche direta daquela interceptação de Malcolm Butler que definiu a final de 2014.

O time chega para 2026 com boa parte do núcleo intacto. Mike Macdonald segue como técnico, depois de montar a melhor defesa da liga na temporada passada, e Jaxon Smith-Njigba, eleito o jogador ofensivo do ano, é uma das poucas certezas positivas do elenco. Só que a offseason também tirou peças importantes do time campeão. O running back Kenneth Walker III, justamente o MVP do Super Bowl, virou agente livre e não foi re-contratado. Nomes como Riq Woolen, Coby Bryant e Boye Mafe também deixaram a defesa. E o coordenador ofensivo Klint Kubiak, um dos arquitetos do esquema campeão, virou técnico do Raiders.

Historicamente, poucos times conseguem repetir o título logo na sequência, e o desgaste natural do elenco costuma pesar mais do que se imagina em julho. A pergunta central para Seattle em 2026 é se a estrutura defensiva construída por Macdonald sobrevive à saída de tantas peças, ou se o time vai precisar reconstruir parte do esquema em pleno ano de defesa do título.

Buffalo Bills

Favorita ao título

Não existe forma de falar do Bills sem falar de Josh Allen, e essa é justamente a maior virtude e a maior fragilidade do time ao mesmo tempo. Allen é, para muitos analistas, o quarterback mais completo da liga hoje, capaz de decidir jogos tanto com o braço quanto com as pernas. A franquia inteira gira em torno da capacidade dele de compensar deficiências pontuais no elenco, e isso já rendeu títulos de divisão praticamente ininterruptos na década.

O que falta ao Bills, até aqui, é justamente o que mais importa: o time nunca venceu um Super Bowl, e chegou perto nos anos 90, quando perdeu quatro finais seguidas (Super Bowls XXV a XXVIII), um recorde nada glorioso que ainda assombra a torcida mais antiga. Em 2025, a equipe caiu nos playoffs diante do Denver Broncos, na prorrogação, um resultado que reforçou a sensação de “quase lá” que cerca o time há anos.

Na offseason, o Bills promoveu o coordenador ofensivo Joe Brady a técnico, depois da saída conturbada de Sean McDermott, demitido dois dias após a eliminação nos playoffs. É uma aposta em continuidade de sistema ofensivo, mas também uma mudança grande de comando num momento sensível. A defesa, historicamente sólida, segue como base do time.

Para 2026, o Bills tem talento de sobra para vencer a AFC East e brigar pela conferência de novo. A dúvida de sempre continua sendo: o time consegue, finalmente, dar o próximo passo, ou vai esbarrar de novo numa equipe mais completa nas rodadas decisivas?

Baltimore Ravens

Favorita ao título

Poucas franquias têm uma identidade tão clara quanto o Ravens: defesa dura, jogo de corrida físico e, desde 2018, o talento individual de Lamar Jackson, duas vezes MVP da liga. A equipe já ergueu duas taças de Super Bowl na história (temporadas de 2000 e 2012), sempre com times fortes na trincheira defensiva.

A grande mudança de 2026 acontece no comando técnico. Baltimore trocou o histórico John Harbaugh, que comandou o time por quase duas décadas, por Jesse Minter, ex-coordenador defensivo do Chargers. É uma ruptura e tanto para uma franquia que raramente mexe em peças estruturais. A aposta da diretoria é que Minter consiga extrair ainda mais de Jackson, criando um sistema em que o quarterback não precise carregar o time sozinho a cada jogada, um discurso que o próprio técnico já reforçou publicamente.

O contraponto é que trocar de comissão técnica sempre implica período de adaptação, principalmente quando o esquema muda de lado do campo, de defensivo para uma visão mais geral de jogo. Jackson está em ótima forma física e segue sendo um dos nomes mais citados nas discussões de MVP, mas o time depende de uma transição rápida e sem sobressaltos para não perder terreno numa AFC North historicamente equilibrada.

Philadelphia Eagles

Favorita ao título

O Eagles vive um momento delicado de reorganização, mesmo depois de conquistar o segundo título de Super Bowl da franquia há poucas temporadas (a primeira veio na campanha de 2017, contra os Patriots; a segunda, mais recente, também contra o mesmo rival). Jalen Hurts segue como o rosto do time, um quarterback que já provou saber vencer jogos grandes, mas o elenco ao redor dele passou por mudanças sensíveis.

A principal delas foi a saída do wide receiver A.J. Brown, negociado com o Patriots em troca de escolhas futuras de Draft. A diretoria via a troca como necessária para reequilibrar o orçamento salarial do time e criar espaço para outras contratações, mas abrir mão de um recebedor desse nível é sempre um risco, principalmente numa liga em que o jogo aéreo decide tantos jogos apertados.

Historicamente, o Eagles costuma reagir bem a mudanças de elenco, sustentado por uma linha ofensiva forte e um esquema de corrida eficiente que tira parte da pressão do jogo aéreo. A equipe também se beneficia de um calendário considerado mais tranquilo em 2026. Ainda assim, a saída de Brown é o tipo de perda que só vai ser mensurada de verdade quando a bola rolar, e é o principal fator de risco de um time que, no papel, ainda tem talento para brigar pelo título da NFC.

New England Patriots

Favorita ao título

Se teve uma história de virada em 2025, foi a dos Patriots. Depois de anos de reconstrução no pós-Belichick, o time surpreendeu a liga toda sob o comando de Mike Vrabel, eleito treinador do ano, e com Drake Maye amadurecendo rápido o suficiente para terminar a temporada como vice-MVP, atrás de Stafford pela margem mais apertada de votação desde 2003. O time chegou ao Super Bowl LX, mas esbarrou justamente na defesa do Seahawks, que sufocou Maye a noite inteira.

A franquia é a mais vitoriosa da liga nas últimas duas décadas, com seis títulos de Super Bowl na era Brady e Belichick, e a torcida sabe reconhecer o que é um time realmente pronto para brigar pela taça. A campanha de 2025 reacendeu essa esperança, mas também levantou uma ressalva importante: os Patriots jogaram, segundo analistas da própria liga, contra um dos calendários mais fáceis dos últimos anos, o que ajuda a explicar tanto o recorde de vitórias quanto a repetição do feito em 2026 ser incerta.

Para tentar dar um passo além, o time foi ao mercado buscar o wide receiver A.J. Brown, justamente negociado com o Eagles. É a peça que faltava para dar a Maye um recebedor de elite fora do esquema de curtas distâncias que sustentou boa parte do ataque em 2025. Com calendário mais difícil pela frente e ainda sem o fator surpresa do ano passado, os Patriots precisam provar que o crescimento foi real, e não apenas um reflexo de um caminho mais fácil até a final.

Equipes que brigam por vaga nos playoffs

Cincinnati Bengals

Briga por playoff

Joe Burrow é, sem exagero, um dos cinco ou seis melhores quarterbacks da liga quando está saudável, e essa ressalva não é retórica: o histórico recente do Bengals inclui temporadas inteiras comprometidas por lesões do próprio Burrow. A franquia nunca venceu um Super Bowl, apesar de três aparições na decisão ao longo da história (temporadas de 1981, 1988 e 2021), a última quase encerrando um jejum de mais de trinta anos.

Em 2025, o time voltou a apresentar o problema recorrente de começar mal a temporada, mesmo com o ataque estelar intacto. A defesa segue como o ponto fraco recorrente do elenco, um contraste incômodo diante do talento ofensivo disponível. Para tentar reverter isso, a diretoria foi ao mercado de trocas buscar o defensive tackle Dexter Lawrence, ex-Giants, reforçando justamente a linha defensiva.

O Bengals tem talento de sobra para brigar por playoffs, e Burrow costuma aparecer entre os favoritos ao MVP todo ano. A pergunta de sempre, no entanto, é: o time consegue sustentar boa forma coletiva ao longo das 17 rodadas, ou volta a depender de uma arrancada tardia para salvar a temporada?

Kansas City Chiefs

Briga por playoff

Dificilmente uma equipe com o histórico recente dos Chiefs, três títulos de Super Bowl em cinco anos (temporadas de 2019, 2022 e 2023), entra numa temporada cercada de tanta dúvida. O motivo é simples e conhecido de todo torcedor de futebol americano: Patrick Mahomes rompeu o ligamento cruzado anterior e o colateral lateral do joelho esquerdo em dezembro de 2025, um lance banal de fuga de pressão que encerrou a temporada da equipe e, pela primeira vez na era Mahomes, deixou o time fora dos playoffs.

O problema do Chiefs não é talento coletivo nem esquema. Andy Reid segue como um dos melhores técnicos da liga, e o time reconstruiu partes do elenco na offseason. O problema é logística médica pura: uma recuperação de LCA costuma levar entre nove meses e um ano, e o prazo projetado para Mahomes coincide quase exatamente com a semana 1. Isso significa que qualquer contratempo na reabilitação, por menor que seja, pode custar semanas cruciais logo no início da temporada.

Para piorar o cenário, o time também perdeu Trent McDuffie, um dos melhores cornerbacks da defesa, negociado justamente para o Rams, um dos concorrentes diretos ao título. Se Mahomes voltar saudável e no nível de sempre, o Chiefs ainda tem estrutura para brigar pela conferência. Se a recuperação atrasar, ou se ele voltar limitado fisicamente, a equipe corre risco real de amargar uma segunda temporada seguida fora dos playoffs, algo praticamente impensável há poucos anos.

Denver Broncos

Briga por playoff

O Broncos vive o melhor momento da era pós-Peyton Manning. Depois de anos de instabilidade na posição de quarterback, o time parece ter encontrado a resposta em Bo Nix, que deu um salto de qualidade importante na segunda temporada e liderou a equipe a 14 vitórias e ao título da AFC West em 2025, além de uma campanha até a final de conferência. Sean Payton, técnico com histórico de título de Super Bowl (temporada de 2009, pelo Saints), parece ter encontrado o encaixe certo entre esquema e talento disponível.

A franquia tem três títulos de Super Bowl na história (temporadas de 1997, 1998 e 2015), sempre construídos sobre bases defensivas sólidas, e o time atual segue essa tradição com uma das defesas mais respeitadas da liga. Na offseason, o Broncos ainda reforçou o ataque, adquirindo o wide receiver Jaylen Waddle numa troca com o Dolphins, dando a Nix mais uma arma de nível elevado.

O consenso entre analistas é que o Broncos abre 2026 como o time mais completo da AFC West, um degrau acima de Chargers, Chiefs e Raiders. O risco de todo favorito claro numa divisão, porém, é a acomodação: sustentar o nível de 14 vitórias exige repetir consistência ano após ano, algo que poucos times conseguem fazer de forma consecutiva.

Los Angeles Chargers

Briga por playoff

Justin Herbert segue sendo um dos talentos mais subestimados da liga em termos de reconhecimento público, apesar de já ter demonstrado, repetidas vezes, ser capaz de carregar jogos sozinho com o braço. O Chargers nunca venceu um Super Bowl, chegando à decisão apenas uma vez na história (temporada de 1994), e a torcida convive com um misto de otimismo pontual e frustração recorrente.

Jim Harbaugh segue no comando, trazendo a mesma filosofia de jogo físico e disciplinado que marcou sua carreira como treinador universitário e na NFL. O time se classificou aos playoffs em 2025, um sinal de progresso real depois de anos de instabilidade.

Para 2026, o principal desafio do Chargers é o próprio Broncos, apontado por boa parte dos analistas como um degrau acima na AFC West. Ainda assim, o time tem talento para brigar por vaga de wild card, principalmente se Herbert sustentar o nível de jogo dos últimos anos e a defesa evoluir junto com o esquema de Harbaugh.

Houston Texans

Briga por playoff

O Texans é uma franquia relativamente jovem, fundada em 2002, e ainda sem um título de Super Bowl na história. Mas o presente do time é dos mais sólidos da AFC, sustentado por uma das melhores linhas defensivas da liga, capaz de pressionar qualquer quarterback adversário. DeMeco Ryans, ex-jogador da própria franquia, segue como técnico e mantém o time competitivo desde que assumiu o cargo.

C.J. Stroud segue como o nome ofensivo de referência, mesmo em temporadas com altos e baixos na proteção da linha ofensiva. A equipe perdeu o tackle Tytus Howard, negociado com o Browns na offseason, uma baixa que preocupa justamente numa posição sensível para a saúde do quarterback.

Analistas apontam o Texans como favorito a recuperar o título da AFC South, muito por conta da defesa, mas o time do Jacksonville Jaguars, atual campeão da divisão, segue como ameaça direta. A equação para Houston em 2026 é simples: se a linha ofensiva aguentar, a defesa carrega o resto.

Jacksonville Jaguars

Briga por playoff

Poucas franquias têm um histórico tão de altos e baixos quanto o Jaguars, fundado em 1995, com duas aparições em finais de conferência na década de 90 e depois um longo período de irrelevância. O time nunca chegou a um Super Bowl. A retomada começou a se desenhar quando a diretoria contratou Liam Coen para o comando técnico, um dos nomes mais bem avaliados do mercado de treinadores recentemente.

Trevor Lawrence, primeira escolha geral do Draft de 2021, finalmente parece estar jogando à altura das expectativas que sempre cercaram seu nome, e o time surpreendeu ao vencer a AFC South em 2025.

O desafio para 2026 é a repetição. Manter o título de divisão diante de um Texans com defesa de elite não é tarefa simples, e o Jaguars precisa provar que 2025 foi o início de um ciclo vencedor, e não um ano isolado de boa sorte somado a talento individual em alta.

San Francisco 49ers

Briga por playoff

O 49ers carrega uma das históricas mais vitoriosas da liga, com cinco títulos de Super Bowl (décadas de 80 e 90, era Montana e Young), mas vive um jejum incômodo desde então, com finais perdidas em anos recentes sob o comando de Kyle Shanahan. Brock Purdy segue como titular, numa trajetória de quarterback que passou de última escolha do Draft a peça relevante do esquema ofensivo do técnico.

A grande notícia positiva da offseason foi a recuperação plena de Christian McCaffrey, eleito o jogador que mais se recuperou de lesões na temporada passada depois de retomar o nível de produção que o consagrou um dos melhores jogadores de ataque da liga. Com o núcleo saudável e reforços pontuais no elenco, o 49ers aparece entre os times que mais subiram de patamar nas avaliações de pré-temporada.

A dúvida recorrente em San Francisco é sempre a mesma: o elenco consegue ficar saudável a temporada inteira? Anos de lesões em sequência já custaram campanhas inteiras ao time, e 2026 só será um ano de verdade especial se o elenco aguentar fisicamente as 17 rodadas.

Chicago Bears

Briga por playoff

O Bears é uma das franquias mais tradicionais da NFL, mas vive um jejum de títulos que remonta à temporada de 1985, ano do lendário time defensivo conhecido como “Monsters of the Midway” e único Super Bowl da história do clube. Depois de décadas de instabilidade na posição de quarterback, o time parece ter encontrado uma dupla vencedora: Caleb Williams, evoluindo temporada após temporada, e o técnico Ben Johnson, contratado em 2025 justamente para destravar o potencial do jovem quarterback.

O resultado apareceu rápido. O Bears venceu a NFC North em 2025 e avançou nos playoffs, encerrando um período de irrelevância que já se arrastava havia anos. A NFC North, porém, é apontada como a divisão mais equilibrada da liga em 2026, com menos de um jogo de diferença separando Bears, Lions e Packers nas projeções estatísticas.

Repetir o título de divisão em uma disputa tão apertada exige consistência, algo que o Bears ainda precisa provar que tem em longo prazo. Ainda assim, a combinação de talento jovem em ascensão com comissão técnica de primeira linha coloca a equipe entre os nomes mais comentados da conferência.

Detroit Lions

Briga por playoff

Poucas histórias de reconstrução foram tão bem-sucedidas quanto a do Lions sob Dan Campbell. A franquia, que nunca sequer disputou um Super Bowl em toda a sua história, algo raro entre times antigos da liga, virou um dos times mais respeitados da conferência nos últimos anos, sustentado por Jared Goff e um esquema ofensivo agressivo.

Em 2025, o time seguiu competitivo, mesmo sem repetir exatamente o pico estatístico da temporada anterior. A base do time, porém, continua sólida, com linha ofensiva de elite e um estilo de jogo físico que incomoda qualquer adversário.

A NFC North promete ser a divisão mais disputada da liga em 2026, e o Lions entra como um dos três nomes fortes, ao lado de Bears e Packers. A diferença entre a equipe terminar em primeiro ou em terceiro lugar pode se resumir a detalhes de calendário e saúde do elenco ao longo da temporada.

Green Bay Packers

Briga por playoff

O Packers é uma das franquias mais tradicionais e vitoriosas da liga, com quatro títulos de Super Bowl na história, incluindo os dois primeiros Super Bowls já disputados, ainda na era Vince Lombardi. Jordan Love segue consolidando a posição de titular depois da saída de Aaron Rodgers, e o time voltou aos playoffs em 2025.

A equipe é apontada como parte do trio equilibrado que deve decidir a NFC North taco a taco com Bears e Lions. Historicamente, o Packers costuma ser um time consistente na temporada regular, mesmo sem sempre repetir esse nível nos playoffs, e a expectativa para 2026 segue essa lógica: brigar pela divisão até a última rodada, com o resultado final dependendo de detalhes.

Washington Commanders

Briga por playoff

O Commanders (antigo Redskins) tem três títulos de Super Bowl na história (décadas de 80 e 90), mas viveu um dos jejuns mais longos de relevância competitiva da liga, até a chegada de Jayden Daniels. O quarterback, selecionado em 2024, teve uma campanha de estreia histórica e levou o time a uma inesperada final de NFC logo no primeiro ano.

Em 2025, o time seguiu competitivo, mostrando que o sucesso de 2024 não foi um lance isolado. Dan Quinn segue no comando técnico, mantendo a estrutura que ajudou a revitalizar a franquia.

Para 2026, o Commanders aparece entre os favoritos da NFC East, brigando de perto com o Eagles. A pergunta central é se Daniels consegue sustentar o nível de jogo dos dois primeiros anos, já que a liga tende a se ajustar contra quarterbacks jovens de sucesso rápido.

Tampa Bay Buccaneers

Briga por playoff

O Buccaneers tem dois títulos de Super Bowl na história, incluindo o mais recente conquistado ainda na era Tom Brady (temporada de 2020). Depois da aposentadoria de Brady, o time reconstruiu a identidade em torno de Baker Mayfield, que reviveu a carreira justamente em Tampa Bay e vem entregando temporadas sólidas.

Todd Bowles segue no comando técnico, mantendo o time competitivo na NFC South ano após ano, mesmo sem o mesmo estrelato do período Brady. A equipe é apontada por parte dos modelos estatísticos como favorita a recuperar o título da divisão em 2026, superando justamente o atual campeão, o Panthers.

A consistência é o principal trunfo do Buccaneers: enquanto outros times da NFC South vivem processos de reconstrução, Tampa Bay segue competitivo temporada após temporada, o que pesa a favor da equipe numa divisão historicamente instável.

Equipes em reconstrução

Miami Dolphins

Reconstrução

O Dolphins carrega um dos históricos mais gloriosos da liga, com dois títulos de Super Bowl e a única temporada perfeita da era moderna (1972), mas vive um dos jejuns de playoffs mais longos entre franquias tradicionais. A equipe demitiu o técnico Mike McDaniel e trocou o comando técnico e o departamento de futebol inteiro na offseason, contratando Jeff Hafley, ex-coordenador defensivo do Packers, como novo técnico.

Tua Tagovailoa segue como titular, mas o time entra em 2026 num processo real de reconstrução, com nova comissão técnica tentando reorganizar tanto o ataque quanto a defesa. Não é um cenário de expectativa imediata de playoffs, e sim de reconstrução de identidade.

New York Jets

Reconstrução

O Jets tem apenas um título de Super Bowl na história, conquistado em 1969 com Joe Namath, o mais antigo jejum entre franquias originais da liga. Aaron Glenn segue no comando técnico, tentando reconstruir o time aos poucos, com foco em desenvolvimento de defesa e reformulação do ataque.

A temporada de 2026 deve seguir como ano de transição, sem expectativa realista de brigar por playoffs, mas com o objetivo de consolidar as bases do projeto de Glenn para o médio prazo.

Cleveland Browns

Reconstrução

O Browns nunca venceu um Super Bowl, embora tenha um histórico respeitado de títulos na era pré-Super Bowl da liga. A equipe vive dois últimos lugares seguidos na AFC North e viu sua maior estrela recente, Myles Garrett, deixar o time justamente para reforçar um rival direto pelo título, o Rams.

Todd Monken assume o comando técnico depois de coordenar o ataque do Ravens, e a equipe segue com indefinição na posição de quarterback, dividida entre Deshaun Watson e o novato Shedeur Sanders. O consolo, ao menos no papel, é o calendário mais fácil da liga em 2026, o que pode ajudar o time a somar vitórias mesmo em ano de reconstrução.

Pittsburgh Steelers

Reconstrução

O Steelers é, ao lado do Patriots, o time com mais títulos de Super Bowl da história, seis conquistas, a maioria construída sobre defesas históricas nos anos 70 e 2000. A franquia aposta, mais uma vez, em Aaron Rodgers, que renovou contrato para seguir como titular, sob o comando do recém-contratado Mike McCarthy.

A equipe reforçou o ataque com a chegada do wide receiver Michael Pittman Jr., via troca com o Colts, dando a Rodgers mais uma opção de recebedor de nível. Ainda assim, o time vive um ciclo recorrente de eliminações precoces nos playoffs, e a aposta em um quarterback veterano gera tanto expectativa quanto ceticismo entre a própria torcida.

Indianapolis Colts

Reconstrução

O Colts tem dois títulos de Super Bowl na história, um ainda como Baltimore Colts (temporada de 1970) e outro na era Peyton Manning (temporada de 2006). Desde a aposentadoria de Manning, a franquia vive dificuldade recorrente para estabilizar a posição de quarterback.

Shane Steichen segue no comando técnico, mas o time chega a 2026 sem uma definição clara de titular, além de ter encerrado 2025 perdendo sete jogos seguidos. É uma equipe imprevisível, com talento pontual no ataque terrestre, mas sem uma base sólida o suficiente para projetar sequência de vitórias.

Tennessee Titans

Reconstrução

O Titans nunca venceu um Super Bowl, chegando perto por poucos metros na decisão de 1999, contra o Rams. A equipe aposta na evolução de Cam Ward, primeira escolha do Draft de 2025, agora reforçado pela chegada do wide receiver novato Carnell Tate, uma das principais escolhas do Draft de 2026.

Robert Saleh assume o comando técnico depois de deixar o Jets, e o foco declarado da diretoria é o desenvolvimento do jovem quarterback, mais do que resultado imediato. 2026 deve ser, na prática, um ano de aprendizado para o núcleo jovem do time.

Las Vegas Raiders

Reconstrução

O Raiders tem três títulos de Super Bowl na história (décadas de 70 e 80), mas vive um dos jejuns de playoffs mais longos da liga atualmente. A franquia demitiu Pete Carroll na offseason e contratou Klint Kubiak, ex-coordenador ofensivo do Seahawks, para o comando técnico.

Kirk Cousins segue como titular por ora, mas o novato Fernando Mendoza, primeira escolha geral do Draft de 2026, já aguarda oportunidade. Maxx Crosby segue como o principal nome defensivo do elenco. É um ano de transição, com o time reorganizando estrutura de comissão técnica e observando o desenvolvimento do jovem quarterback nos bastidores.

Dallas Cowboys

Reconstrução

O Cowboys tem cinco títulos de Super Bowl na história, a maioria concentrada nas décadas de 70 e 90, período em que a franquia ganhou o apelido de “Time da América”. Dak Prescott segue como titular, mas o time vive um jejum de classificação aos playoffs que incomoda a torcida historicamente exigente.

Brian Schottenheimer segue no comando técnico, e a equipe reforçou a defesa na offseason ao selecionar Caleb Downs no Draft, depois de subir na ordem de escolhas justamente para garantir o jogador. A pressão em Dallas nunca diminui, e 2026 é mais um ano em que o time precisa provar, na prática, que consegue romper o ciclo de frustração recente.

New York Giants

Reconstrução

O Giants tem quatro títulos de Super Bowl na história, sempre construídos sobre defesas fortes. A franquia vive período de reconstrução, mas trouxe um nome de peso para o comando técnico: John Harbaugh, que comandou o Ravens por quase duas décadas antes de assumir o time em 2026.

Jaxson Dart, no segundo ano como titular, é a aposta do projeto, com a defesa mostrando sinais de evolução mesmo sem classificação aos playoffs em 2025. É justamente essa combinação de defesa em ascensão, quarterback jovem e técnico experiente que faz analistas citarem o Giants como um possível “azarão” para 2026, à moda do próprio Patriots em 2025.

Minnesota Vikings

Reconstrução

O Vikings nunca venceu um Super Bowl, apesar de quatro aparições na decisão ao longo da história, um dos jejuns mais frustrantes da liga. Kevin O’Connell segue no comando técnico, mas o time vive indefinição na posição de quarterback, com J.J. McCarthy disputando a titularidade com o veterano Kyler Murray, contratado depois de ser liberado pelo Cardinals.

A defesa segue como o ponto forte do elenco, mas o resultado da disputa pela posição de quarterback deve definir o teto real da equipe em 2026. Um ano de transição, na prática, mesmo com talento defensivo suficiente para brigar por vaga de playoff caso a posição se resolva bem.

Carolina Panthers

Reconstrução

O Panthers nunca venceu um Super Bowl, chegando perto em 2003, quando perdeu a decisão para o Patriots. A franquia surpreendeu ao vencer a NFC South em 2025, um resultado que poucos previam no início daquela temporada. Bryce Young, que já havia sido alvo de dúvidas sobre seu futuro na posição, ajudou a liderar a virada.

Para reforçar o elenco, a diretoria contratou Jaelan Phillips, o principal pass rusher disponível no mercado de agentes livres. Ainda assim, boa parte dos modelos estatísticos aponta o Panthers, paradoxalmente, como o time com pior projeção da própria divisão para 2026, um sinal de que analistas veem o título de 2025 mais como resultado de circunstâncias favoráveis do que como início de um novo ciclo vencedor. Dave Canales segue no comando técnico, tentando provar o contrário na prática.

New Orleans Saints

Reconstrução

O Saints tem um título de Super Bowl na história, conquistado na temporada de 2009, símbolo de reconstrução da cidade após o furacão Katrina. O time vive, agora, um processo de reconstrução esportiva, com Tyler Shough no segundo ano como titular.

Kellen Moore segue no comando técnico, e a diretoria reforçou o ataque contratando o running back Travis Etienne, ex-Jaguars, para dar suporte ao jogo terrestre e aliviar a pressão sobre o jovem quarterback. 2026 deve ser mais um ano de desenvolvimento do que de resultado imediato.

Atlanta Falcons

Reconstrução

O Falcons nunca venceu um Super Bowl, e carrega na memória coletiva da torcida a virada histórica sofrida na decisão de 2016, quando o time desperdiçou uma vantagem de 28 a 3. A franquia aposta em Michael Penix Jr. como titular e contratou Kevin Stefanski, ex-técnico do Browns, para o comando da equipe.

É uma nova tentativa de destravar o potencial ofensivo do time, que segue fora dos playoffs há anos. 2026 deve ser um ano de adaptação ao novo esquema, com expectativa moderada de resultado imediato.

Arizona Cardinals

Reconstrução

O Cardinals é a franquia mais antiga da NFL, fundada em 1898, mas nunca venceu um Super Bowl, chegando perto apenas uma vez, na temporada de 2008. O time vive reconstrução completa na posição de quarterback depois de liberar Kyler Murray na offseason, e contratou Mike LaFleur, ex-coordenador ofensivo do Rams, para o comando técnico.

É, sem dúvida, o ano mais desafiador entre todas as equipes da liga em termos de expectativa. Sem titular definido na posição mais importante do jogo e com uma reformulação completa de comissão técnica, o Cardinals entra em 2026 como o time com o cenário mais incerto da NFL.

Favoritos ao título

Considerando as projeções de pré-temporada, Los Angeles Rams, Seattle Seahawks, Buffalo Bills e Baltimore Ravens formam o grupo mais forte para chegar ao Super Bowl LXI, com Philadelphia Eagles e New England Patriots logo atrás nessa primeira linha de favoritismo. Denver Broncos, San Francisco 49ers, Cincinnati Bengals e Chicago Bears aparecem como o segundo escalão de contendores, times com talento para brigar pela conferência caso algumas peças se encaixem ao longo da temporada.

Quem são os favoritos ao Super Bowl LXI?

Equipe Principal argumento Maior risco
Los Angeles Rams Elenco mais completo da liga, com Stafford em alto nível e reforços de peso na defesa Tempo de adaptação de Garrett e McDuffie ao novo esquema defensivo
Seattle Seahawks Atual campeão, elenco jovem e ainda em ascensão Perdas pontuais na offseason e o peso de defender o título
Buffalo Bills Josh Allen no auge, um dos quarterbacks mais completos da NFL Divisão mais disputada com o Patriots de Drake Maye
Baltimore Ravens Lamar Jackson e um esquema ofensivo dinâmico Nova comissão defensiva ainda em processo de adaptação

Os candidatos a MVP

Uma lista com os nomes mais citados por analistas para o prêmio de jogador mais valioso da temporada:

  1. Josh Allen (Buffalo Bills)
  2. Lamar Jackson (Baltimore Ravens)
  3. Joe Burrow (Cincinnati Bengals)
  4. Drake Maye (New England Patriots)
  5. Matthew Stafford (Los Angeles Rams)
  6. Justin Herbert (Los Angeles Chargers)
  7. C.J. Stroud (Houston Texans)
  8. Jayden Daniels (Washington Commanders)
  9. Jalen Hurts (Philadelphia Eagles)
  10. Dak Prescott (Dallas Cowboys)

O prêmio de MVP tem sido dominado por quarterbacks nos últimos anos, e dificilmente um jogador de outra posição entra de fato na disputa, a não ser que tenha uma temporada estatisticamente histórica. Veja mais sobre como funciona o prêmio de MVP da NFL.

Metodologia dos rankings: as listas abaixo cruzam quatro fatores — desempenho em 2025, principais mudanças de elenco na offseason, situação de lesões e a qualidade combinada de quarterback e linha ofensiva ou defensiva — para chegar a uma projeção para 2026. Não é uma fórmula estatística fechada, mas um critério consistente aplicado às 32 equipes.

Os melhores quarterbacks

Um ranking com base no desempenho recente e nas expectativas para 2026:

  1. Josh Allen (Bills)
  2. Lamar Jackson (Ravens)
  3. Joe Burrow (Bengals)
  4. Patrick Mahomes (Chiefs), condicionado à recuperação total da lesão
  5. Matthew Stafford (Rams)
  6. Drake Maye (Patriots)
  7. Justin Herbert (Chargers)
  8. Jalen Hurts (Eagles)
  9. Jayden Daniels (Commanders)
  10. C.J. Stroud (Texans)
  11. Dak Prescott (Cowboys)
  12. Jordan Love (Packers)
  13. Bo Nix (Broncos)
  14. Sam Darnold (Seahawks)
  15. Caleb Williams (Bears)

Os melhores ataques

Ranking projetado com base no talento ofensivo reunido para 2026:

  1. Los Angeles Rams
  2. Buffalo Bills
  3. Baltimore Ravens
  4. Cincinnati Bengals
  5. Philadelphia Eagles
  6. Detroit Lions
  7. Washington Commanders
  8. Seattle Seahawks
  9. San Francisco 49ers
  10. Chicago Bears

Os Rams lideram pela combinação de Stafford, que terminou 2025 entre os líderes de jardas aéreas da liga, com um dos elencos de armas mais completos da NFL. Bills e Ravens seguem fortes pela dupla ameaça de seus quarterbacks, capazes de produzir tanto no jogo aéreo quanto correndo.

As melhores defesas

  1. Houston Texans
  2. Los Angeles Rams, reforçados por Myles Garrett
  3. Denver Broncos
  4. Baltimore Ravens
  5. Philadelphia Eagles
  6. Pittsburgh Steelers
  7. Buffalo Bills
  8. Seattle Seahawks
  9. Minnesota Vikings
  10. New York Jets

Os Rams sobem de forma expressiva nesse ranking justamente por causa da chegada de Myles Garrett, atual detentor do recorde de sacks em uma temporada (23, estabelecido em 2025), e de Trent McDuffie, bicampeão All-Pro e um dos melhores cornerbacks da liga. Os Texans mantêm a ponta por terem fechado 2025 entre as defesas com menos jardas cedidas por jogo da NFL.

Principais reforços

Alguns dos movimentos mais impactantes do mercado de trocas e da agência livre em 2026:

  • Myles Garrett (Browns para Rams): a maior troca do ano. O atual Defensive Player of the Year muda de conferência e passa a reforçar a defesa dos Rams. O impacto foi imediato nas avaliações da liga: Los Angeles virou o nome mais citado como favorito ao título logo após o anúncio.
  • A.J. Brown (Eagles para Patriots): os Eagles trocaram o wide receiver por escolhas futuras de Draft, movimento que Philadelphia via como necessário para reequilibrar o elenco. Os Patriots ganham mais uma arma para Drake Maye.
  • Jaylen Waddle (Dolphins para Broncos): Denver investe pesado para dar a Bo Nix um recebedor de elite, cedendo escolhas de primeira e terceira rodadas em troca.
  • Trent McDuffie (Chiefs para Rams): outra baixa sensível para o Kansas City Chiefs, que perde um dos melhores cornerbacks da liga justamente para o novo favorito ao título.
  • Dexter Lawrence (Giants para Bengals): Cincinnati reforça a linha defensiva junto ao ataque estelar de Joe Burrow.
  • Michael Pittman Jr. (Colts para Steelers): mais um recebedor de nível para Aaron Rodgers em Pittsburgh.
  • Jaelan Phillips (agência livre, Panthers): o principal pass rusher disponível no mercado assina com Carolina.
  • Travis Etienne (agência livre, Saints): New Orleans reforça o ataque terrestre para dar suporte a Tyler Shough.
  • Kyler Murray (agência livre, Vikings): liberado pelo Cardinals, o quarterback assina com Minnesota para brigar pela titularidade com J.J. McCarthy.

Escolhas do Draft que podem surpreender

O Draft de 2026 aconteceu entre 23 e 25 de abril, em Pittsburgh, com 257 jogadores selecionados ao longo de sete rodadas (entenda como funciona o Draft da NFL). Alguns nomes que chamam atenção para a temporada de estreia:

QB Fernando Mendoza (Indiana), primeira escolha geral, selecionado pelo Las Vegas Raiders. Ele chega para observar e aprender atrás de Kirk Cousins, mas a torcida já pressiona por espaço.

WR Carnell Tate (Ohio State), escolhido em quarto lugar pelo Tennessee Titans, chega para ser a principal arma de Cam Ward logo na primeira temporada.

Edge David Bailey (Texas Tech), segunda escolha geral, vai para o New York Jets e deve reforçar o pass rush imediatamente. Rueben Bain Jr. (Miami), selecionado em 15º lugar, também desperta expectativa alta.

CB Caleb Downs, ex-safety de Ohio State que atuou como uma peça híbrida de secundária, foi escolhido em 11º lugar pelo Dallas Cowboys, após uma troca para subir na ordem de escolhas.

Vale registrar também Spencer Fano, tackle ofensivo de Utah, que chega ao Cleveland Browns como opção imediata de titular na linha ofensiva.

Técnicos estreantes

A temporada de 2026 tem 10 técnicos assumindo suas equipes pela primeira vez:

Técnico Equipe Origem
John Harbaugh New York Giants Ex-técnico do Baltimore Ravens
Kevin Stefanski Atlanta Falcons Ex-técnico do Cleveland Browns
Todd Monken Cleveland Browns Ex-coordenador ofensivo do Baltimore Ravens
Mike McCarthy Pittsburgh Steelers Ex-técnico do Dallas Cowboys
Jesse Minter Baltimore Ravens Ex-coordenador defensivo do Los Angeles Chargers
Joe Brady Buffalo Bills Promovido de coordenador ofensivo do próprio Bills
Robert Saleh Tennessee Titans Ex-técnico do New York Jets
Jeff Hafley Miami Dolphins Ex-coordenador defensivo do Green Bay Packers
Mike LaFleur Arizona Cardinals Ex-coordenador ofensivo do Los Angeles Rams
Klint Kubiak Las Vegas Raiders Ex-coordenador ofensivo do Seattle Seahawks

Vale destacar a “troca cruzada” entre Ravens e Browns: John Harbaugh, que comandou o Baltimore por quase duas décadas, agora está no Giants, enquanto Todd Monken, seu ex-coordenador, assumiu justamente o Cleveland Browns.

Jogadores para ficar de olho

  • Patrick Mahomes (Chiefs): o retorno após a lesão no joelho é a história médica mais acompanhada da liga.
  • Myles Garrett (Rams): estreia em nova casa depois de bater o recorde histórico de sacks em uma temporada.
  • Fernando Mendoza (Raiders): o novato número 1 do Draft, ainda no banco, mas com data marcada para assumir o protagonismo.
  • Jaxon Smith-Njigba (Seahawks): tenta repetir o nível que o consagrou jogador ofensivo do ano.
  • Caleb Williams (Bears): consolidado como um dos quarterbacks mais promissores da NFL.
  • Cam Ward (Titans): segunda temporada, agora com um recebedor de destaque ao seu lado.

Jogos imperdíveis

  • Semana 1: Patriots x Seahawks, revanche do Super Bowl LX
  • Semana 1: Chiefs x Broncos, estreia (ou não) de Mahomes
  • Thanksgiving: Chiefs x Bills, clássico recente da AFC
  • Thanksgiving: Eagles x Cowboys, rivalidade histórica da NFC East
  • Natal: Seahawks x Rams, primeiro confronto entre os favoritos da NFC West
  • Última rodada: Rams x Seahawks, provável decisão da divisão

Quem pode decepcionar

  • Kansas City Chiefs: mesmo com Mahomes recuperado, o calendário pesado do fim de temporada, somado à perda de Trent McDuffie, pode custar caro.
  • Carolina Panthers: o campeão surpresa da NFC South em 2025 aparece, paradoxalmente, com uma das piores projeções estatísticas da própria divisão para 2026.
  • Cleveland Browns: a saída de Myles Garrett tira da equipe seu maior nome dos últimos anos, justamente num momento de reconstrução no ataque.

Quem pode surpreender

  • New York Giants: com John Harbaugh no comando e Jaxson Dart em ano 2, o time é citado como o “novo Patriots de 2025”, ou seja, um azarão que pode surpreender geral.
  • San Francisco 49ers: Christian McCaffrey de volta ao auge e um elenco reforçado colocam o time entre os que mais subiram nas avaliações de pré-temporada.
  • Chicago Bears: depois do título da NFC North em 2025, o time de Ben Johnson e Caleb Williams tem tudo para repetir a boa fase.

Prognóstico por divisão

AFC East

1º Buffalo Bills 2º New England Patriots 3º Miami Dolphins 4º New York Jets

Depois de perder a divisão em 2025, o Bills recupera a ponta graças ao elenco mais consistente e a um calendário mais leve que o dos Patriots.

AFC North

1º Baltimore Ravens 2º Cincinnati Bengals 3º Pittsburgh Steelers 4º Cleveland Browns

Divisão historicamente equilibrada. Os Ravens entram como favoritos com Jesse Minter tentando extrair ainda mais de Lamar Jackson.

AFC South

1º Houston Texans 2º Jacksonville Jaguars 3º Indianapolis Colts 4º Tennessee Titans

O Texans recupera a ponta com uma das melhores defesas da liga, mas o Jaguars, atual campeão, segue como ameaça real.

AFC West

1º Denver Broncos 2º Los Angeles Chargers 3º Kansas City Chiefs 4º Las Vegas Raiders

O Broncos é apontado como um degrau acima do resto da divisão, mas os Chiefs podem mudar tudo caso Mahomes retorne no nível de sempre.

NFC East

1º Philadelphia Eagles 2º Washington Commanders 3º New York Giants 4º Dallas Cowboys

Eagles seguem como favoritos, mas Commanders e o “azarão” Giants prometem disputa de perto.

NFC North

1º Chicago Bears 2º Detroit Lions 3º Green Bay Packers 4º Minnesota Vikings

A divisão mais equilibrada da liga: menos de um jogo de diferença separa Bears, Lions e Packers nas projeções estatísticas.

NFC South

1º Tampa Bay Buccaneers 2º Carolina Panthers 3º Atlanta Falcons 4º New Orleans Saints

Mesmo como atual campeão, o Panthers aparece com projeção mais baixa que a do Buccaneers para 2026, segundo boa parte dos modelos.

NFC West

1º Los Angeles Rams 2º Seattle Seahawks 3º San Francisco 49ers 4º Arizona Cardinals

A divisão mais forte da liga na visão dos analistas, com Rams, Seahawks e 49ers todos citados como possíveis campeões da conferência.

Quem vai aos playoffs

AFC 1. Buffalo Bills (campeão AFC East) 2. Baltimore Ravens (campeão AFC North) 3. Houston Texans (campeão AFC South) 4. Denver Broncos (campeão AFC West) 5. New England Patriots (wild card) 6. Los Angeles Chargers (wild card) 7. Cincinnati Bengals (wild card)

NFC 1. Los Angeles Rams (campeão NFC West) 2. Chicago Bears (campeão NFC North) 3. Philadelphia Eagles (campeão NFC East) 4. Tampa Bay Buccaneers (campeão NFC South) 5. Seattle Seahawks (wild card) 6. Detroit Lions (wild card) 7. Washington Commanders (wild card)

Previsão do Super Bowl

Considerando o panorama geral da liga em agosto de 2026, a decisão de fevereiro de 2027 deve reunir dois dos times mais bem avaliados da temporada.

Quem chega: Los Angeles Rams (NFC) x Buffalo Bills (AFC)

Quem vence: Los Angeles Rams

O time de Sean McVay entra como favorito para boa parte dos analistas justamente por unir um ataque consolidado, com Matthew Stafford em alto nível, a uma defesa reforçada pelas chegadas de Myles Garrett e Trent McDuffie.

MVP do Super Bowl: Matthew Stafford

É importante lembrar que previsões de pré-temporada erram com frequência. Em 2025, por exemplo, o Seattle Seahawks nem aparecia entre os nomes mais citados como favoritos e terminou campeão. Entenda melhor como funciona o Super Bowl.

Estatísticas para acompanhar

Para entender melhor o desempenho dos jogadores ao longo da temporada, vale conhecer essas métricas:

Passer rating: fórmula tradicional da NFL que resume o desempenho de um quarterback como passador, considerando percentual de acerto, jardas por passe, touchdowns e interceptações. Varia de 0 a 158,3.

QBR (Total Quarterback Rating): métrica mais moderna, desenvolvida pela ESPN, que também leva em conta o contexto de cada jogada, como o nível de dificuldade e a importância do lance no resultado da partida.

Sacks: quando o quarterback é derrubado atrás da linha de scrimmage antes de conseguir lançar a bola. É uma das principais estatísticas para medir a eficiência do pass rush.

Interceptions: passes interceptados pela defesa adversária. Métrica que penaliza o quarterback e favorece o time defensivo.

Rushing yards: jardas conquistadas correndo com a bola, seja por um running back, seja por um quarterback que também usa as pernas.

Receiving yards: jardas conquistadas por um recebedor depois de receber um passe completo.

Glossário da NFL

Para quem está começando a assistir, alguns termos essenciais:

Down: cada uma das quatro tentativas que o ataque tem para avançar pelo menos 10 jardas. Se conseguir, ganha uma nova série de quatro downs.

Snap: o momento em que a bola sai das mãos do center e entra em jogo, dando início à jogada.

Blitz: jogada defensiva em que jogadores extras avançam para pressionar o quarterback, além da linha defensiva de origem.

Sack: quando o quarterback é derrubado antes de conseguir passar ou correr com a bola.

Fumble: quando um jogador perde o controle da bola durante o jogo, o que pode gerar disputa de posse.

Pick six: interceptação que termina em touchdown para o time defensivo.

Red zone: a área entre a linha de 20 jardas e o touchdown adversário, onde o ataque tenta converter pontos.

Huddle: reunião rápida dos jogadores em campo, antes de cada jogada, para combinar a estratégia.

Audible: mudança de jogada feita pelo quarterback já na linha de scrimmage, ao perceber o esquema da defesa.

Play action: jogada em que o quarterback finge entregar a bola para um corredor, antes de tentar um passe, buscando enganar a defesa.

Perguntas frequentes (FAQ)

Quando começa a NFL 2026? A temporada regular começa na quarta-feira, 9 de setembro de 2026, com o jogo entre Seattle Seahawks e New England Patriots.

Quantos jogos tem a temporada? Cada equipe disputa 17 jogos ao longo de 18 semanas, com uma semana de folga. No total, são 272 partidas na temporada regular.

Como funcionam os playoffs? Classificam-se 14 times, sete por conferência: os quatro campeões de divisão e três times de wild card. O time cabeça de chave número 1 de cada conferência folga na primeira rodada. Veja o detalhamento completo em como funcionam os playoffs da NFL.

Onde assistir aos jogos? A cobertura fica dividida entre emissoras de TV aberta e por assinatura, como CBS, Fox, NBC e ESPN, além dos serviços de streaming Peacock, Amazon Prime Video e Netflix, que passou a transmitir jogos de Natal.

Quem é o atual campeão? O Seattle Seahawks, que venceu o New England Patriots por 29 a 13 no Super Bowl LX, disputado em 8 de fevereiro de 2026, em Santa Clara, Califórnia. Kenneth Walker III foi eleito o MVP da partida.

Qual equipe tem mais títulos de Super Bowl? O Pittsburgh Steelers e o New England Patriots dividem a marca de mais títulos na história, com seis conquistas cada um.


Este guia reflete o cenário da NFL até o início de agosto de 2026. Escalações, lesões e projeções de temporada podem mudar ao longo do ano.

Guia produzido com dados coletados até o início de agosto de 2026. Escalações, lesões e projeções podem mudar ao longo da temporada.

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