A Fórmula 1 pode voltar ao Rio de Janeiro depois de mais de três décadas. Durante o Lance! Talks, nesta terça-feira (18), o presidente da Câmara Municipal, Carlo Caiado, afirmou que o Autódromo Parque de Guaratiba terá condições de receber a categoria e deve garantir a transferência definitiva do GP.
Rio busca retomar protagonismo no automobilismo
Embora São Paulo seja a sede atual da corrida, o Rio tem histórico na F1. A cidade recebeu o GP durante os anos 1980, enquanto Interlagos passava por reformas. Agora, a Prefeitura tenta recolocar o Rio no calendário de forma permanente.
Caiado diz que o projeto carioca supera pontos técnicos e operacionais de São Paulo. Segundo ele, Guaratiba entrega maior velocidade média, melhor adaptação para outras categorias e estrutura planejada para eventos de grande porte.
Autódromo terá até 360 mil pessoas e traçado de 4,71 km
O novo circuito foi projetado com uma extensão de 4,71 km, superior à de Interlagos. A velocidade média esperada na Fórmula 1 chega a 241 km/h. A capacidade total para os três dias de evento deve alcançar 360 mil espectadores.
Um dos diferenciais é a versatilidade do traçado. Serão 11 variações possíveis, permitindo uso para diferentes categorias, incluindo a MotoGP — algo inviável no autódromo paulistano, considerado arriscado para motos.
Disputa política entre Rio e São Paulo esquenta
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, defende que a capital paulista tem mais estrutura para manter o GP. Ele afirma que as corridas não sairão da cidade, mesmo com a concorrência carioca.
Djalma Never, presidente da Faerj, vê cenário oposto. Ele aponta que Interlagos enfrenta limitações de acesso, falta de expansão e dificuldades logísticas. Segundo ele, o entorno saturado da pista torna grandes eventos cada vez mais complexos.
Projeto de Guaratiba quer impacto econômico e legado
O desenho do autódromo foi desenvolvido por Populous, Driven, WSP e RLB. O complexo ficará a cerca de 1h20 do Aeroporto do Galeão e será integrado ao ambiente local. A proposta prevê uso sustentável e funções múltiplas além das corridas.
Entre as estruturas iniciais, o espaço contará com kartódromo, garagens, paddock, terraços, vila de serviços e automóvel clube. O objetivo é alcançar a certificação FIA Grau 1 e FIM A, níveis máximos exigidos para Fórmula 1 e MotoGP.
Investimento privado de R$ 1,3 bilhão viabiliza o projeto
O investimento previsto é de R$ 1,3 bilhão, totalmente financiado pela iniciativa privada. Não haverá recursos públicos.
O prefeito Eduardo Paes reforça que grandes eventos são capazes de movimentar a economia da cidade. Ele vê no projeto uma chance de recuperar o protagonismo no automobilismo. A meta inclui trazer Fórmula 1, Indy e categorias de motovelocidade ao Rio.
