Ronaldo Angelim viabiliza presença do Fortaleza na Série A1 do Brasileirão Feminino em parceria com o R4

Dias após anunciar o encerramento dos investimentos no futebol feminino, o Fortaleza voltou atrás e confirmou que disputará a Série A1 do Brasileirão Feminino em 2026. A permanência na elite nacional foi possível graças a uma articulação liderada por Ronaldo Angelim, investidor da modalidade no Ceará e responsável pelo projeto R4, que assumiu papel central na construção da parceria.

A decisão evita a saída das Leoas do Pici do principal campeonato do país e garante a continuidade do trabalho esportivo iniciado nas últimas temporadas, em um momento considerado sensível para o futebol feminino brasileiro.

A decisão de Angelim e o impacto no futebol feminino cearense

Ronaldo Angelim confirmou ao Lance! que a reavaliação ocorreu após diálogo com diferentes setores envolvidos e diante da repercussão negativa que a saída do Fortaleza provocou. A possibilidade de ver o clube fora da Série A1 gerou preocupação entre atletas, profissionais da modalidade e entidades ligadas ao futebol feminino.

“Não queremos ver o Fortaleza fora de uma Série A depois de tanto trabalho. É preciso dar apoio ao futebol feminino”, afirmou Angelim, ressaltando que a decisão levou em conta não apenas questões administrativas, mas também o impacto esportivo e simbólico da permanência do clube na elite.

Como funcionará a parceria entre Fortaleza e R4

A solução foi construída em curto prazo, especialmente pela proximidade do início da Série A1. Segundo Angelim, a tendência é manter a base esportiva já existente, incluindo comissão técnica e estrutura de trabalho, com mudanças pontuais.

“Provavelmente deve permanecer tudo da comissão técnica. A principal mudança seria mesmo a sede, que passaria a ser em Juazeiro”, explicou. O modelo definitivo da parceria ainda será detalhado, mas a confirmação garante que o Fortaleza estará na Série A1 em 2026.

A informação sobre o fechamento do acordo também foi divulgada pela página Arquibancada Feminina Sports.

Desafios esportivos e impacto no calendário nacional

O R4 possui vaga na Série A3 do Brasileirão Feminino em 2026. Com isso, o projeto precisará estruturar equipes para disputar simultaneamente a primeira e a terceira divisões, algo que ainda não teve seu formato oficialmente definido.

Com a confirmação do Fortaleza na Série A1, o Mixo-MT, que herdaria a vaga em caso de desistência por critério esportivo, não disputará a elite. Pelo mesmo critério, o Vitória ocupará a vaga deixada pelo Real Brasília, que abriu mão da competição por falta de patrocínio.

Conheça o projeto R4, idealizado por Ronaldo Angelim

Criado por Ronaldo Angelim em Juazeiro do Norte (CE), o R4 é um projeto voltado ao desenvolvimento do futebol feminino regional. A iniciativa tem como foco a formação de atletas e a ampliação das oportunidades para jogadoras do interior cearense.

Em 2022 e 2023, o R4 firmou parceria com o Guarani de Juazeiro, o que garantiu vaga na Série A3 do Brasileirão Feminino. A equipe disputou o Campeonato Cearense, terminou em terceiro lugar e avançou ao cenário nacional com um elenco majoritariamente formado por atletas do próprio projeto.

Uma decisão que preserva o Fortaleza no cenário nacional

A articulação liderada por Ronaldo Angelim evita uma ruptura brusca no futebol feminino do Fortaleza e preserva a presença do clube na elite nacional. Em um cenário de constantes dificuldades financeiras e estruturais na modalidade, a decisão representa um alívio para atletas e profissionais e reforça a importância de projetos independentes na sustentação do futebol feminino brasileiro.

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