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NBA indica que infraestrutura impede realização de partidas oficiais no Brasil

A NBA segue ampliando sua presença no Brasil com experiências físicas, eventos e ações de marca. No entanto, mesmo após 13 anos de operação no país, a volta dos jogos oficiais ainda permanece distante. A liga demonstra interesse, mas encontra obstáculos estruturais, logísticos e estratégicos que travam qualquer avanço imediato.

Durante participação no Invite, o vice-presidente de Licenciamento e Varejo da NBA na América Latina, Sérgio Perrella, reforçou que existe uma vontade real de retornar com partidas no país.

“Existe, lógico, uma vontade de trazer o jogo para cá”, afirmou o executivo, lembrando que a liga já realizou jogos no Brasil entre 2013 e 2016, além de ativações importantes durante os Jogos Olímpicos do Rio.

Fã brasileiro amadureceu — e sente falta do jogo

Perrella reconheceu que o público brasileiro evoluiu, consome mais basquete e demonstra uma carência clara pela volta das partidas oficiais.

Ele destaca que a NBA House se tornou uma plataforma valiosa, mas não substitui a experiência completa de um jogo ao vivo. Segundo ele, o fã já está preparado para receber novamente uma partida da liga.

Infraestrutura é o principal entrave

Apesar do interesse, o ponto crítico está nas arenas brasileiras. Para a NBA, não basta apenas realizar um jogo: é preciso entregar uma experiência completa, no padrão internacional que a liga exige.

Perrella citou a Arena do México como exemplo de estrutura ideal, capaz de unir espaço, conforto e suporte operacional.

No Brasil, segundo ele, nenhuma arena hoje atende a esse nível de exigência.

“Existe uma dificuldade muito grande na questão da arena. Não se trata só do jogo, mas da experiência do fã. Infelizmente, a gente não tem uma arena no Brasil que comporte essa experiência no padrão da NBA”, explicou.

Disputa global por jogos oficiais

Além da questão física, a NBA também precisa equilibrar interesses estratégicos. A disputa por sedes envolve regiões com maior capacidade financeira e arenas modernas, especialmente Europa e Ásia.

“Quando tiver uma arena, a gente vai começar a trabalhar. Mas existe uma competição muito grande entre todas as regiões”, destacou o executivo. Mesmo assim, ele acredita que o Brasil continuará na mesa de negociações e pode, no momento certo, receber uma partida oficial novamente.

Expectativa continua — enquanto a NBA aposta em outras experiências

Enquanto espera por condições adequadas, a liga reforça a aposta em eventos e plataformas que aproximem ainda mais o fã brasileiro do basquete. A estratégia passa por manter o país como mercado prioritário, mesmo sem jogos oficiais por enquanto.

O desejo da torcida é claro, o interesse da NBA também. Agora, a equação depende da infraestrutura e de um alinhamento global que permita ao Brasil voltar ao calendário dos Global Games.

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