O Comitê Olímpico do Brasil aprovou o orçamento para o ciclo de 2026. A decisão ocorreu em Assembleia Geral realizada na última quarta-feira. O valor total chega a R$ 678,6 milhões.
Do montante aprovado, 42% serão destinados diretamente às confederações olímpicas. O repasse soma R$ 285 milhões e representa um crescimento de 17% em relação ao orçamento anterior.
O aumento reforça a estratégia do COB de fortalecer a base esportiva e manter a competitividade do esporte olímpico brasileiro.
COB aprova orçamento com foco em crescimento e equilíbrio financeiro
Segundo o presidente do COB, Marco La Porta, a proposta segue uma linha de gestão integrada. O objetivo é aproximar o movimento olímpico das decisões estratégicas.
A direção do comitê destacou que o orçamento foi estruturado para garantir sustentabilidade financeira. O plano também busca preservar o desempenho esportivo das confederações.
A proposta foi apresentada aos membros da assembleia com foco em planejamento de longo prazo e eficiência operacional.
Superávit substitui previsão de déficit no orçamento do COB
Durante a apresentação, o diretor de operações do COB, Marcelo Vido, explicou os pilares do novo orçamento. O primeiro deles foi alcançar resultado operacional positivo.
O segundo ponto envolveu a manutenção da performance esportiva. A partir disso, o COB consegue ampliar investimentos em infraestrutura.
De acordo com Vido, o comitê conseguiu reverter um cenário negativo. A previsão inicial indicava déficit de R$ 78 milhões. Agora, a expectativa é de superávit de R$ 15 milhões.
Repasses às confederações crescem com recursos da Lei das Loterias
O valor de R$ 285 milhões será repassado às confederações por meio da Lei Piva. A legislação destina parte da arrecadação das Loterias da Caixa ao esporte olímpico e paralímpico.
Segundo o COB, este será o maior repasse da história. A meta principal é fortalecer o caminho até medalhas em competições internacionais.
Além disso, o comitê vai investir R$ 24 milhões no Programa Olímpico de Patrocínio e em apoio direto às confederações. Com isso, o total destinado ao setor chega a R$ 309 milhões.
Outros R$ 76 milhões serão aplicados em programas estruturantes, como:
- preparação olímpica
- preparação pan-americana
- suporte a jovens atletas
- incentivo à mulher no esporte
- projetos internacionais e especiais
Ginástica, vôlei e judô lideram valores entre as modalidades
Entre as confederações, a ginástica receberá o maior volume de recursos. O repasse será de R$ 16,5 milhões.
O vôlei aparece na sequência, com R$ 14,1 milhões. O judô completa o trio, com R$ 12,7 milhões.
Modalidades como canoagem, desportos aquáticos e surfe também terão valores acima de R$ 11 milhões. Um fundo específico de R$ 9,6 milhões será destinado a cinco novas confederações.
Repasses do COB às confederações olímpicas em 2026
Veja abaixo os valores que cada confederação receberá por meio da Lei das Loterias em 2026, em milhões de reais:
| Confederação | Repasse (R$ mi) |
|---|---|
| Atletismo | 10,106 |
| Badminton | 5,858 |
| Basquete | 6,195 |
| Beisebol e Softbol | 1,926 |
| Boxe | 10,186 |
| Canoagem | 11,582 |
| Ciclismo | 7,684 |
| Críquete | 1,926 |
| Desportos Aquáticos | 11,782 |
| Desportos na Neve | 5,627 |
| Desportos no Gelo | 6,384 |
| Escalada Esportiva | 5,348 |
| Esgrima | 5,688 |
| Futebol Americano | 1,926 |
| Ginástica | 16,536 |
| Golfe | 5,408 |
| Handebol | 5,848 |
| Hipismo | 10,558 |
| Hóquei sobre a Grama e Indoor | 5,196 |
| Judô | 12,748 |
| Lacrosse | 1,926 |
| Levantamento de Peso | 7,114 |
| Pentatlo Moderno | 5,780 |
| Remo | 6,148 |
| Rugby | 7,013 |
| Skate | 11,338 |
| Squash | 1,926 |
| Surfe | 11,399 |
| Taekwondo | 8,167 |
| Tênis | 7,267 |
| Tênis de Mesa | 8,752 |
| Tiro com Arco | 7,804 |
| Tiro Esportivo | 6,207 |
| Triatlo | 6,779 |
| Vela | 8,462 |
| Vôlei | 14,100 |
| Wrestling | 6,677 |
| Fundo para novas confederações | 9,628 |
| Total | 285 |
