Os dois gols marcados escondem uma diferença ainda maior entre as equipes. O México controlou a posse, criou mais oportunidades e praticamente não permitiu ataques da África do Sul.
O placar de 2 a 0 pode dar a impressão de uma vitória tranquila. Porém, as estatísticas mostram algo maior. O México dominou a África do Sul do começo ao fim e limitou o adversário a apenas três finalizações em toda a partida.
Mais do que os gols de Julián Quiñones e Raúl Jiménez, o jogo deixou evidente a superioridade mexicana em praticamente todos os fundamentos.
A África do Sul quase não conseguiu atacar
Em um futebol cada vez mais baseado em dados, alguns números chamam atenção.
A seleção sul-africana terminou o jogo com:
- apenas três finalizações;
- somente uma tentativa dentro da área;
- nenhuma grande chance criada;
- xG de apenas 0,07;
- duas ações com bola na área mexicana.
Na prática, o goleiro mexicano teve uma das partidas mais tranquilas da competição.
Enquanto isso, o México acumulou 16 chutes e produziu um xG vinte vezes superior ao do adversário.
O controle mexicano apareceu muito além da posse de bola
Os 61% de posse refletem apenas parte da história.
A equipe mexicana trocou 520 passes e conseguiu avançar constantemente para o campo ofensivo. Foram 56 entradas no terço final e 20 ações dentro da área rival.
A diferença ficou ainda mais evidente na qualidade das construções.
México:
- 78% de aproveitamento nos passes no terço final;
- duas grandes chances criadas;
- nove finalizações dentro da área.
África do Sul:
- 45% de acerto nos passes ofensivos;
- nenhuma grande oportunidade;
- apenas uma finalização de dentro da área.
Raúl Jiménez e Quiñones decidiram, mas o meio-campo foi o protagonista
Os atacantes apareceram no placar, mas o principal mérito esteve no funcionamento coletivo.
O México venceu 58% dos duelos, dominou o jogo aéreo e recuperou a bola rapidamente quando a perdia. O adversário encontrou poucos espaços para contra-atacar.
Essa capacidade de controlar o ritmo da partida explica por que a África do Sul passou quase todo o jogo tentando resistir.
O placar foi pequeno diante do que os números mostram
A diferença de dois gols não traduz completamente o que aconteceu em campo.
O México finalizou cinco vezes mais, criou todas as oportunidades mais perigosas e praticamente não sofreu defensivamente.
Em um cenário no qual muitos jogos são equilibrados, a seleção mexicana conseguiu algo raro: transformar posse de bola em domínio real e impedir que o adversário ameaçasse.
Por isso, o 2 a 0 pode ser visto como uma vitória confortável. Mas, olhando para os números, a atuação mexicana foi ainda mais contundente do que o placar indica.
