A Fórmula 1 confirmou a renovação do acordo com os organizadores do GP de Barcelona-Catalunha, garantindo a permanência da corrida no calendário mundial nos próximos anos. No entanto, o evento não será anual: o circuito espanhol passará a se alternar com Spa-Francorchamps dentro da rotação europeia da categoria.
Com o novo contrato assinado, Barcelona receberá etapas do campeonato em 2028, 2030 e 2032, mantendo viva uma das pistas mais tradicionais da modalidade.
Além do impacto esportivo, a decisão também ajuda fãs a entenderem como funciona a organização do calendário da Fórmula 1, que precisa equilibrar tradição, interesses comerciais e expansão global da categoria.
Barcelona garante espaço após pressão por modernização
O circuito de Montmeló entrou em 2026 no último ano do contrato anterior e enfrentava forte pressão para modernizar suas instalações. Ao mesmo tempo, o local perdeu o título oficial de GP da Espanha para uma nova corrida em Madri, prevista para estrear ainda este ano no circuito Madring, atualmente em construção.
Mesmo diante da concorrência crescente por vagas no calendário europeu, a cidade de Barcelona e o governo da Catalunha demonstraram interesse em manter o evento ativo. Investimentos e negociações foram decisivos para assegurar a renovação.
Esse cenário reflete uma mudança importante na categoria. Nos últimos anos, a Fórmula 1 passou a revisar constantemente seus contratos, algo ligado diretamente à estratégia de expansão global e ao aumento da demanda por novas corridas — tema que costuma gerar dúvidas entre fãs sobre como são escolhidos os circuitos que entram e saem da Fórmula 1.
Alternância com Spa-Francorchamps define calendário europeu
O novo acordo estabelece um sistema de alternância entre Barcelona e o tradicional circuito belga de Spa-Francorchamps. Assim, cada pista ocupará a mesma vaga em anos diferentes.
O cronograma ficou definido da seguinte forma:
- Spa-Francorchamps receberá a F1 em 2027, 2029 e 2031
- Barcelona sediará as etapas em 2028, 2030 e 2032
A decisão praticamente encerra, ao menos por enquanto, as negociações para que Spa tivesse um contrato anual. Os promotores belgas tentavam transformar o modelo rotativo em presença fixa no calendário.
Esse modelo de revezamento tem se tornado mais comum e ajuda a preservar pistas históricas enquanto a categoria amplia sua presença em novos mercados — um movimento que explica por que a Fórmula 1 vem adicionando corridas urbanas e novos países ao campeonato.
Mudanças recentes abrem novas vagas no calendário
A reorganização do calendário europeu ainda deixa uma vaga aberta para a temporada de 2027, já que o GP da Holanda, disputado em Zandvoort, realizará sua última edição em 2026.
Com isso, o GP de Portugal, em Portimão, deve retornar em 2027 e 2028. Além disso, o circuito de Istambul surge como um dos favoritos para receber novamente o GP da Turquia, ampliando as possibilidades para o calendário de 24 corridas planejado pela categoria.
As constantes mudanças também reforçam a importância de compreender como funciona o campeonato mundial de Fórmula 1, desde o sistema de pontuação até a logística complexa que envolve equipes, países e promotores ao longo da temporada.
Impacto econômico pesa na decisão
Pol Gibert, CEO da Circuits de Catalunya SL, destacou a relevância econômica do evento para a região.
Segundo ele, a Fórmula 1 gera mais de 300 milhões de euros por edição e representa uma vitrine internacional importante para a Catalunha, fortalecendo a imagem da região como sede de grandes eventos esportivos.
Já Stefano Domenicali, CEO e presidente da Fórmula 1, ressaltou a tradição do circuito e o apoio dos fãs locais.
O dirigente afirmou que Barcelona oferece uma atmosfera especial e elogiou os investimentos recentes na experiência do público, incluindo festivais e atividades voltadas aos torcedores — iniciativas que fazem parte da estratégia moderna da categoria para aproximar o esporte dos fãs, dentro e fora das pistas.
Calendário segue em transformação na Fórmula 1
A renovação com Barcelona mostra como a Fórmula 1 vive um período de transição. Enquanto busca novos mercados e amplia sua audiência global, a categoria tenta manter circuitos históricos ativos por meio de modelos alternados.
Para os fãs, isso significa um calendário cada vez mais dinâmico, com mudanças frequentes e novas corridas surgindo a cada temporada — cenário ideal para acompanhar não apenas as disputas nas pistas, mas também entender a evolução histórica da Fórmula 1 e o papel dos circuitos clássicos no campeonato mundial.
