Brasil chega a Milão-Cortina com chances de medalha nos Jogos de Inverno

A Confederação Brasileira de Desportos na Neve confirmou a convocação da maior delegação já enviada pelo país à competição. O grupo reúne atletas em modalidades estratégicas e reforça a expectativa de um desempenho inédito em Milão e Cortina d’Ampezzo, sedes do evento entre 6 e 22 de fevereiro.

Será a décima participação do Brasil em Olimpíadas de Inverno. Diferentemente das edições anteriores, a equipe chega respaldada por resultados recentes em Copas do Mundo e rankings internacionais. O cenário alimenta a possibilidade concreta de o país conquistar, pela primeira vez, uma medalha no maior palco dos esportes de gelo e neve.

Ao longo da história, o Brasil já contou com 40 participantes em Jogos Olímpicos de Inverno.

Lucas Pinheiro lidera no esqui alpino

O principal nome da delegação é Lucas Pinheiro Braathen. O esquiador vive a melhor fase da carreira e figura entre os atletas mais consistentes do circuito mundial. Em dezembro, conquistou a medalha de prata na etapa de Alta Badia da Copa do Mundo de esqui alpino, resultado que o colocou entre os quatro melhores do ranking da modalidade.

O desempenho consolidou o brasileiro como candidato real a disputar posições de destaque nos Jogos. Sua regularidade em provas técnicas e a evolução em pistas de alto nível colocam o país em um patamar inédito no esqui alpino, modalidade tradicionalmente dominada por europeus.

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Pat Burgener impulsiona o snowboard brasileiro

No snowboard halfpipe, Pat Burgener surge como outro forte candidato a brigar por final. Em dezembro, alcançou o quarto lugar em Secret Garden, na China, o melhor resultado já obtido por um brasileiro em uma etapa de Copa do Mundo da modalidade.

Pouco depois, o atleta foi além e conquistou o bronze na etapa de Calgary, no Canadá. O pódio o levou ao top 6 do ranking pré-olímpico, posição que praticamente assegura sua presença em Milão-Cortina. O desempenho recente colocou o Brasil em evidência em uma prova marcada por alto nível técnico e tradição olímpica.

Nicole Silveira cresce no skeleton

No skeleton, Nicole Silveira aparece como uma das surpresas mais promissoras do ciclo. A brasileira alcançou recentemente seu primeiro top 10 na temporada da Copa do Mundo e ocupa posição de destaque no ranking internacional.

A evolução constante e os tempos competitivos obtidos nas últimas etapas indicam que ela pode brigar por vagas em finais, algo inédito para o país na modalidade. A experiência adquirida no circuito europeu e norte-americano reforça a expectativa de um desempenho sólido em pistas olímpicas.

Elenco reforça presença em várias modalidades

Além dos nomes que concentram as atenções, a delegação conta com representantes no esqui alpino, esqui cross-country, snowboard, skeleton e bobsled. No alpino, Lucas Pinheiro será acompanhado por Christian Oliveira, Giovanni Ongaro e Alice Padilha. No cross-country, o Brasil terá Eduarda Ribera, Bruna Moura e Manex Silva.

O snowboard contará também com Augustinho Teixeira, enquanto o bobsled terá equipe liderada por Edson Bindilatti, referência histórica da modalidade no país. O grupo será definido nos próximos dias, mas a vaga já está garantida, reforçando a diversidade esportiva da delegação.

Nesta edição de 2026, o Brasil bateu recorde de participantes em uma edição de Jogos Olímpicos de Inverno.

Um momento diferente na história olímpica de inverno

O crescimento do número de atletas e a presença constante em finais de Copa do Mundo indicam uma mudança de patamar. O Brasil deixa de ser apenas participante e passa a ser observado como equipe capaz de disputar posições relevantes em modalidades específicas.

Com Lucas Pinheiro, Pat Burgener e Nicole Silveira em fase ascendente, a delegação chega a Milão-Cortina cercada de expectativa. O ineditismo de uma medalha já não soa distante. O desempenho recente aponta para um ciclo em que o país começa a transformar regularidade em resultados expressivos no cenário olímpico de inverno.

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