Como o Brasil saiu de azarão para o sonho com o pódio no Mundial de Ginástica Rítmica no Rio

O cenário que já foi de quase utopia agora se tornou realidade palpável. Pela primeira vez, o Brasil chega a um Mundial de Ginástica Rítmica como candidato a medalha, e a conquista inédita pode acontecer justamente em casa, no Rio de Janeiro. A Arena Carioca 1, no Parque Olímpico, recebe a partir desta quarta-feira as principais estrelas da modalidade, e o conjunto comandado por Camila Ferezin figura entre os favoritos.

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O caminho até aqui foi longo. Quando Camila, hoje técnica, ainda competia como ginasta nas Olimpíadas de Sydney 2000, o país mal aparecia nas estatísticas. Ao assumir a seleção em 2011, encontrou uma equipe no 26º lugar do ranking mundial. Catorze anos depois, o Brasil ocupa o Top 5 e ostenta conquistas que mudaram sua trajetória: 15 medalhas em Copas do Mundo, títulos em etapas do circuito internacional e campanhas históricas em Sófia 2022 e Valência 2023, quando flertou com o pódio mundial.

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Resiliência e maturidade

O elenco atual reflete a transição de uma geração que amadureceu à base de superação. Em Paris 2024, o conjunto viu o sonho olímpico ruir com a lesão de Victória Borges. Ainda assim, nomes como Duda Arakaki, Nicole Pírcio e Sofia Madeira permaneceram firmes, e agora se unem a Maria Paula Caminha e Mariana Gonçalves na luta pelo feito inédito. A reserva é Julia Kurunczi.

Ajudinha do código e da arte

Se a disciplina técnica aproximou o Brasil da elite, a irreverência artística consolidou a identidade da equipe. Uma mudança recente no código de pontuação, que passou a valorizar de forma mais clara a parte artística, favoreceu o conjunto brasileiro.

Prova disso é a escolha ousada da trilha da série mista: o clássico “Evidências”, de Chitãozinho & Xororó, promete arrancar aplausos das arquibancadas. Já na série simples, com cinco fitas, a equipe aposta em um mix de músicas que exaltam a brasilidade.

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Histórico embalado pela torcida

Nas últimas duas edições do Mundial, o Brasil ficou a um passo do pódio. Em Sófia 2022, foi quinto colocado no geral. Em Valência 2023, empatou com a Itália na briga pelo bronze da prova de cinco arcos, mas perdeu nos critérios de desempate. A frustração virou combustível. Em 2025, a temporada já trouxe quatro ouros e um bronze em seis finais disputadas, incluindo triunfos em Milão e Portimão. Agora, em casa, a chance de transformar o quase em história é real.

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Individual também em ação

Enquanto o conjunto concentra as maiores expectativas, o país também terá representantes no individual. Bárbara Domingos, finalista em Paris 2024, e Geovanna Santos competem a partir desta quarta-feira, com Maria Eduarda Alexandre como reserva. Embora o pódio seja mais distante, a evolução recente reforça o otimismo.

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O palco da consagração

De azarão a protagonista, o Brasil encara o Mundial do Rio como um divisor de águas. O conjunto que há pouco mais de uma década ainda buscava espaço no cenário internacional chega hoje embalado por resultados consistentes, torcida a favor e uma estrutura inédita.

O sonho da medalha inédita, antes utópico, agora é objetivo concreto. E, diante da arquibancada lotada, o conjunto brasileiro quer fazer história no coração do Parque Olímpico.

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